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Carro elétrico: uma moda que ainda não pegou

Ele era apontado como o veículo do futuro. Até agora, não decolou. Para alguns, sua hora ainda chegará. Para outros, jamais será um sucesso

Tudo parecia perfeito para a mudança de paradigma. Preço da gasolina nas alturas, consumidores mais engajados na presevação ambiental, governos dispostos a investir em infraestrutura, pesquisa e subsídios e montadoras ávidas por incrementar as vendas. Mas, diferentemente do que previam especialistas e visionários no começo do século XXI, o renascimento dos carros elétricos está cambaleante. O alto preço, a complexidade das recargas e a incerteza quanto à autonomia e segurança dos modelos já lançados inibem os consumidores. Em 2011, menos de 50.000 veículos totalmente elétricos saíram das concessionárias, abaixo de todas as expectativas. A consultoria Frost & Sullivan, por exemplo, apostava num mínimo de 72.000. Já os modelos híbridos – que também possuem motores à gasolina – estão em viés de alta. Já somam 4,5 milhões em meio à frota mundial de 1 bilhão de veículos. Mesmo assim, estima-se que só 2% dos carros vendidos por todo o mundo, atualmente, são elétricos. Muito pouco diante das previsões otimistas de 20% do mercado internacional em 2020.

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Entusiastas acreditam que os obstáculos só fortalecem a nova tecnologia, que seria, sem dúvida, o futuro do mercado automobilístico. Os mais céticos e críticos, no entanto, acreditam que se trata de uma “moda” passageira. “No mundo inteiro as montadoras se distanciam da tecnologia dos carros elétricos por ela ser muito cara. Além disso, é possível desenvolver motores menores, com alta performance, como é o caso das tecnologias híbridas – que reduzem consumo e emissão de gases poluentes”, diz Stephan Keese, sócio diretor da consultoria Roland Berger. Por enquanto, as montadoras encaram o segmento como mercado de nicho. No exterior, celebridades e artistas como Arnold Schwarzneger e John Travolta ajudam a construir a reputação dos carros mais ecológicos. Na contramão, entre os brasileiros, o que faz sucesso são o carrões. Segundo a Fenabrave, a federação das concessionárias, o emplacamento de SUVs, do inglês veículo utilitário esportivo, cresceu 74% em quatro anos, superando a categoria tradicional dos sedãs médios. A seguir, o site de VEJA responde às dez principais perguntas sobre ao futuro dos elétricos.

Qual é o melhor carro elétrico para você?

SE VOCÊ RODA… O IDEAL PARA VOCÊ É… de 60 km a 80 km/dia o carro elétrico sem motor a combustão (VE) ou, no máximo, o hibrido recarregável. As baterias têm alcance suficiente para rodar o dia todo e recarregar de noite. até 160 km por dia é melhor optar por carros híbridos, tanto regulares (VEH) quanto recarregáveis (VEHP), que podem lançar mão do motor à gasolina sempre que a bateria acabar ou até você encontrar um ponto de recarga. mais de 160 km por dia não há dúvidas: esqueça o carro elétrico regular e opte pelo híbrido, sendo que a melhor opção é o recarregável. No caso de um híbrido normal, significa que o carro será controlado pelo motor à gasolina boa parte da viagem. No híbrido recarregável, a bateria é quem manda.