Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Carrasco de Inter e Atlético, congolês chega à sua 2ª final

Kanda, de 24 anos, participou das duas grandes zebras envolvendo brasileiros nos Mundiais de Clubes. O atacante Alecsandro também - pelo lado perdedor

Por Da Redação 19 dez 2013, 10h51

Assim como Kanda, Alecsandro esteve presente nas duas surpresas africanas contra brasileiros em Mundiais. Ao contrário do congolês, ele não quis comentar a derrota em Marrakesh

O atacante congolês Deo Kanda, de 24 anos, é um desconhecido fora do futebol africano. Seu currículo modesto, porém, tem duas façanhas de dar inveja a alguns dos maiores craques do planeta. Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, só disputou uma final de Mundial de Clubes – depois de ser derrotado com o Barcelona em 2006, ele parou na semifinal em sua segunda tentativa, com o Atlético-MG, eliminado pelo Raja Casablanca na quarta-feira, em Marrakesh. Deo Kanda, porém, está a caminho de sua segunda decisão do torneio, e sua especialidade parece ser surpreender os brasileiros. Em sua outra participação no Mundial, em 2010, ele estava no Mazembe, da República Democrática do Congo, que derrubou o favoritíssimo Internacional na competição disputada nos Emirados Árabes. Contratado pelo Raja há poucos meses, o carrasco dos brasileiros ajudou a despachar mais um gigante do futebol pentacampeão mundial. Agora, sonha em aprontar de novo, contra o Bayern de Munique, no sábado.

Leia também:

Cartola do Atlético nega vexame, mas alfineta Gaúcho

‘É duro’, diz Ronaldinho após a noite bizarra em Marrakesh

Cuca admite atuação ruim e pede desculpas à torcida

No Horto, festa atleticana termina em lágrimas e desespero

Após vexame, Kalil confirma saída de Cuca do Atlético

“Não é fácil ganhar de um time brasileiro. Considero um privilégio”, disse Kanda na saída do estádio de Marrakesh depois da vitória por 3 a 1 sobre o Atlético, em que o congolês entrou no segundo tempo (assim como no jogo contra o Inter em 2010). Segundo Kanda, a primeira semifinal de sua carreira, pelo Mazembe, foi mais difícil, já que o time era menos experiente. Ele conta ter passado informações aos companheiros sobre como enfrentar uma equipe brasileira e projeta um desafio quase impossível contra o clube alemão, que chegou ao Marrocos apontado com o melhor time do mundo no momento. Ainda assim, avisa, com a experiência de quem já participou de duas zebras históricas, que nada é impossível no futebol. Outro atacante que sabe bem disso é o paulista Alecsandro, de 32 anos. Assim como Kanda, ele esteve presente nas duas surpresas africanas em Mundiais – mas sempre pelo lado perdedor. O atleta era titular do Inter em 2006 e foi reserva do Atlético na quarta, entrando no fim do jogo. Ao contrário do congolês, ele não quis comentar a derrota em Marrakesh.

Continua após a publicidade
Publicidade