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Carille: ‘Sinto vergonha, o Corinthians não parece um time treinado’

O técnico também afirmou que não vai abrir mão de receber a multa estipulada no contrato em caso de demissão

Por Gazeta Press - Atualizado em 1 nov 2019, 13h49 - Publicado em 1 nov 2019, 13h46

Fábio Carille voltou à sala de imprensa do Corinthians após mais de quatro meses para conceder uma entrevista coletiva que durou cerca de 25 minutos. O técnico passou a maior parte do tempo tendo de falar sobre a pressão no cargo e o motivo do time não reagir em campo.

Em um dos momentos mais fortes da sabatina, Fábio Carille admitiu que sente “vergonha” quando assiste o Corinthians jogando, e também voltou a bater na tecla de que o elenco carece de jogadores de velocidade.

“Vergonha, não preciso olhar como torcedor, tenho e olhar como comissão e ser ciente daquilo. Vergonhoso! Parece que não é um time treinado, (parece) que se junta no vestiário e vai para o jogo. Você passa informações e daqui a pouco não está sendo feito. Não falta raça, não posso reclamar, mas tecnicamente tem de ser melhor”.

Quando questionado sobre a importância dos valores envolvidos em caso de demissão, Fábio Carille deixou claro que não vai abrir mão de receber a multa, mas minimizou o fato e aconselhou até o parcelamento ao Corinthians, caso o clube opte pela rescisão.

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“Graças a Deus, hoje não me preocupo tanto com a parte financeira, minha vida mudou muito de 17 para cá. Esses dias o Andrés falou do valor da dívida do Corinthians, quem deve 450 deve 470. Não é o dinheiro que vai me prender aqui. Se está o clima ruim, não é o dinheiro que vai fazer segurar. Nem se eu quiser ou se o clube quiser, parcela em 50 vezes igual nas Casas Bahia. Minha multa é muito pouco para o problema do Corinthians”, disse.

“Contratos são para ser cumpridos. Quando eu saí do Corinthians para Arábia, eu fui lá e paguei. Quando eu voltei pro Corinthians, fui lá e paguei. Contratos são para ser cumpridos, mas que são pra ser conversados também. Não sei quem deu essa informação, são as famosas fontes. Se ele (Andrés) está me mantendo não é dinheiro, dever 450 e 460 não muda nada. Se eu tivesse prejudicando, não tivesse o vestiário, eu já estaria fora. Não vamos nos apegar a dinheiro, porque isso é história para boi dormir”.

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