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Candidatas a sede dos Jogos de 2020 pedem votos no Rio

Tóquio, Madri e Istambul participam da reunião entre Londres-2012 e Rio-2016

Por Da Redação 20 nov 2012, 07h52

“Não precisamos remodelar nem reconstruir a cidade. Se os Jogos fossem amanhã, já estaria tudo praticamente pronto”, disse a representante de Madri

Derrotadas pelo Rio de Janeiro na escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, Madri, na Espanha, e Tóquio, no Japão, agora disputam com Istambul, na Turquia, para receber a Olimpíada de 2020. Na tentativa de reforçar suas candidaturas e conquistar apoio, os comitês responsáveis pelos projetos das três cidades participam nesta semana do “debriefing” olímpico, a reunião de troca de informações promovida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) entre os organizadores do evento em Londres-2012 e Rio-2016. Os Jogos em solo britânico foram um grande sucesso (na galeria acima, fotos do encerramento). Isso torna ainda mais difícil a tarefa de impressionar o COI. Os japoneses, por exemplo, querem inovar com sua candidatura. Madri sofre com a desconfiança provocada pela crise econômica que assola a Espanha, enquanto Istambul tenta se vender como uma alternativa atraente e altamente simbólica, por ser uma capital conhecida como ponte entre o Ocidente e o Oriente. A escolhida será anunciada em 7 de setembro de 2013 pelo presidente do COI, Jacques Rogge, em Buenos Aires.

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“O que estamos dizendo ao COI é: ‘Por favor, confiem em nós’. Queremos fazer os Jogos modelo do século XXI”, disse o presidente do comitê de candidatura de Tóquio, Masato Mizuno. Dono da marca de artigos esportivos que leva o nome da família, ele afirmou que os Jogos de 2020 na capital japonesa estão orçados em 9 bilhões de dólares, dos quais 4,5 bilhões “já estão garantidos” por meio de um fundo olímpico do governo. O dirigente japonês prometeu ainda que 27 das 33 instalações esportivas ficarão em um raio de 8 quilômetros, modelo centralizador e bem diferente do que está sendo usado no Rio, que vai espalhar as disputas de 2016 em quatro regiões da cidade (Barra, Copacabana, Deodoro e Maracanã). Mizuno acredita que o pouco tempo percorrido entre as arenas – de 5 a 20 minutos, no transporte público – pode ser o diferencial da candidatura de Tóquio.

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‘Efeito Atenas’ – Já o presidente do comitê de candidatura de Istambul, Hasan Arat, vê muitas semelhanças entre as candidaturas da cidade turca e do Rio. “Istambul é a única ponte entre a Europa e a Ásia. Uma Olimpíada, uma cidade, dois continentes”, afirmou o dirigente. “Imagine os atletas dormindo no lado europeu e, no dia seguinte, competindo no lado asiático?” Arat disse ainda não ter orçado o custo da Olimpíada na cidade mas garantiu que o governo turco poder arcar integralmente com a conta. “Nossa economia é muito forte”, explicou. O dirigente turco, ex-jogador da seleção de basquete da Turquia e fã do meia brasileiro Alex, que se transferiu recentemente do Fenerbahçe para o Coritiba, afirmou não temer o “efeito Atenas” sobre a economia turca.

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Os Jogos de 2004 são apontados como um dos fatores que levaram à recessão atual na Grécia (leia mais no quadro abaixo). “Istambul tem economia maior que 12 países europeus”, avisou. Enquanto isso, a função principal da diretora de relações internacionais do comitê de candidatura de Madri, Theresa Sabel, parece ser convencer o COI de que, mesmo em crise, a Espanha pode receber novamente os Jogos Olímpicos – a última vez foi em 1992, em Barcelona. “Não estamos pedindo os Jogos para o ano que vem, mas para 2020. A Espanha nunca enfrentou uma crise que tenha durado mais de oito anos”, explicou. Segundo ela, a capital espanhola já está com quase toda infraestrutura pronta para a Olimpíada e seriam necessários mais 2 bilhões de dólares em investimentos para receber o evento. “Não precisamos remodelar nem reconstruir a cidade. Se os Jogos fossem amanhã, já estaria tudo praticamente pronto”, afirmou Sabel.

(Com Estadão Conteúdo)

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