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Cancelamento de eventos amplia dúvida sobre final da Libertadores no Chile

Apesar dos discursos oficiais, aumenta a incerteza sobre a realização do jogo Flamengo x River Plate em Santiago; Paraguai se apresenta como alternativa

Por Alexandre Senechal - Atualizado em 30 out 2019, 15h37 - Publicado em 30 out 2019, 14h42

No mesmo dia em que a Conmebol disponibilizou um novo lote de venda de ingressos para a final da Copa Libertadores da América, o governo do Chile anunciou o cancelamento dos dois principais eventos que iria receber em 2019: a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25) e o fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). A escalada do clima de incerteza sobre a capacidade do país receber visitantes de outras localidades intensificou as dúvidas sobre a realização o jogo entre Flamengo e River Plate em 23 de novembro, no Estádio Nacional de Santiago.

A porta-voz do governo chileno Karla Rubilar respondeu a perguntas de jornalistas chilenos no final da manhã desta quarta-feira 30, e reafirmou a intenção de realizar a partida, apesar do clima hostil das últimas duas semanas. “Tudo continua exatamente igual. Em algum momento se reforçou a decisão de manter a final única da Libertadores e não há mudanças até esse momento”. O discurso aconteceu antes do presidente Sebastián Piñera anunciar o cancelamento da COP-25 e da Apec. A porta-voz evitou a responder questões sobre o assunto.

A Conmebol está com um discurso alinhado. Apesar de haver conversas nos bastidores sobre a possibilidade de retirar o jogo de Santiago depois do anúncio de Piñera, o diretor de competições de clubes da entidade, o brasileiro Frederico Nantes, afirmou que não há plano B. “Estamos trabalhando com o único plano que temos, que é Santiago. Não tem nada além ou diferente disso”, respondeu Nantes, perguntado pela reportagem de VEJA se existem conversas para realizar o jogo em outra sede.

No início da tarde, a nova ministra do Esporte do Chile, Cecília Pérez, convocou uma coletiva de imprensa para falar sobre a realização da final e ratificou o compromisso de organizar a partida. “Asseguramos que será uma grande festa esportiva no nosso país. Vamos trabalhar para que não haja nenhum problema”. Em seguida, a Conmebol agradeceu ao governo chileno por seu posicionamento.

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O Paraguai está de olho na possibilidade. O país, que vai abrigar a final da Copa Sul-Americana de 2019, já havia se oferecido para realizar o segundo jogo da decisão da Libertadores do ano passado entre Boca Juniors e River Plate — ocorrido em Madri — e agora quer o principal jogo do ano. O ministro do Interior paraguaio, Euclides Acevedo, afirmou que, caso necessário, estão “absolutamente preparados” para receber a partida.

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