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Campeã, nova geração da natação sonha com vitórias na Olimpíada de 2016

Cesar Cielo, Felipe França e Etiene Medeiros brilharam em Doha e se consolidaram como candidatos à medalha de ouro na próxima Olimpíada

Por Da Redação - 8 dez 2014, 09h08

Medalhas em Doha

Ouro:

Revezamento 4x50m medley masculino

100m peito – Felipe França

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Revezamento 4x50m medley misto

Cesar Cielo – 100m livre

50m costas – Etiene Medeiros

50m peito – Felipe França

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Revezamento 4x100m medley masculino

Prata:

50m borboleta masculino – Nicholas Santos

Bronze:

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Revezamento 4x50m livre misto

50m livre – Cesar Cielo

O Brasil consolidou-se neste domingo como uma grande potência da natação. Pela primeira vez na história, o país terminou no topo do quadro geral de medalhas do Mundial de piscina curta em Doha, no Catar, que se encerrou neste domingo. Foram dez no total, sendo sete de ouro, uma de prata e duas de bronze, deixando tradicionais nações para trás. A equipe brasileira ainda disputou 23 finais, a quinta melhor marca entre todas as participantes. Protagonistas desta campanha, Cesar Cielo, Felipe França e Etiene Medeiros se disseram emocionados e já têm planos ambiciosos para o futuro, principalmente para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

O líder da equipe, Cesar Cielo, exaltou o feito no site da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos: “Hoje a natação brasileira escreveu uma nova página. Esse Mundial é histórico e já se tornou um dos mais importantes não só para a natação, mas para o esporte do país como um todo. Pela primeira vez vi a equipe com desejo real de vencer, com a atitude de campeã. No revezamento os caras queriam o ouro e me deixaram em condições pra isso. Então vi que não podia decepcionar. Sem dúvida foi uma das provas mais emocionantes que eu já nadei. Eu sei que as competições têm pesos e glamour diferentes, mas essa aqui foi sim muito importante porque estávamos em pé de igualdade com todas as principais equipes”. O nadador conquistou três medalhas de ouro e uma de bronze em Doha.

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Vencedor de quatro ouros, Felipe França disse estar no melhor momento de sua carreira: “Saio 100% contente com o meu desempenho, todas as minhas metas foram atingidas e agora já vamos voltar pensando no Mundial em Piscina longa do ano que vem. A natação está num ótimo momento no Brasil e eu também estou. Sinto que não estava preparado antes, mas agora estou e as coisas aconteceram”.

A pernambucana Etiene Medeiros entrou para a história da modalidade ao conquistar a medalha de ouro nos 50 metros costa, a primeira de uma mulher brasileira, e com direito a recorde no Mundial de Piscina Curta. Etiene venceu a prova com 25s67, superando os 25s70 da croata Sanja Jovanovic, de 2009. Após o recorde, a nadadora de 23 anos estava eufórica. “Mudei minha vida toda. Trabalhei duro e muito focada. Hoje sabia que qualquer uma que ganhasse a prova poderia bater o recorde mundial. Não pensei no recorde. Pensei em bater na frente, em ganhar. Pensei em todas as vezes que caí na água aqui e em tudo o que treinei. Vejo a estrutura da natação brasileira para o feminino completamente diferente e muito boa. Mudanças não se fazem em um ou dois anos. Isso é fruto de um processo do qual um monte de gente fez parte.”

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Campeão no revezamento 4x100m medley, Marcos Macedo também sonha com muitas medalhas em 2016: “Está começando uma nova etapa da natação do Brasil. Vamos focar 100% na Olimpíada e tenho certeza que a partir do Mundial do próximo ano vamos fazer isso também na piscina longa”. Neste Mundial, a seleção brasileira ainda teve o desfalque de dois de seus principais atletas, Thiago Pereira e Bruno Fratus. O próximo Mundial será disputado em Kazan, na Rússia, entre os dias 17 de julho e dois de agosto de 2015.

(Com Gazeta Press)

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