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Camarões perde da Croácia e vai pegar Brasil eliminado

Depois de cumprir suspensão na estreia contra o Brasil, Mandzukic voltou ao time e foi o melhor jogador da partida

Por Da Redação - 18 jun 2014, 21h05

Suspenso da abertura da Copa do Mundo por ter sido expulso no último jogo das Eliminatórias, Mandzukic voltou ao time da Croácia na segunda rodada do Grupo A e mostrou quanta falta fez diante do Brasil. Afinal, nesta quarta-feira, na Arena Amazônia, em Manaus, o centroavante do Bayern de Munique marcou dois gols e comandou a goleada croata sobre Camarões por 4 a 0.

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A vitória da Croácia é boa para o Brasil porque Camarões vai enfrentar a seleção brasileira, na próxima segunda, em Brasília, já eliminado. Um placar magro, porém, teria sido melhor para o time de Felipão. Afinal, agora qualquer derrota brasileira aliada a um empate entre Croácia e México, no Recife, elimina o Brasil, uma vez que os croatas já têm saldo igual ao brasileiro – dois gols – e três pontos. O México, assim com o Brasil, soma quatro pontos.

Alex Song, volante do Barcelona, foi expulso no fim do primeiro tempo e vai cumprir suspensão contra o Brasil. Eto’o não entrou na partida e mostrou que está mesmo baleado. Psicologicamente, os camaroneses se abalaram bastante quando a Croácia foi ampliando o placar, no segundo tempo. Assou-Ekotto e Moukandjo se agrediram no fim da partida.

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O JOGO – Sem Eto’o, que tem lesão no joelho direito, Camarões entrou em campo com uma formação com três atacantes, sendo dois deles pontas, abertos pelas laterais. Moukandjo, caindo pela direita, era a melhor opção dos africanos nos primeiros minutos de jogo. Foi por ali que ele e Aboubakar criaram duas boas oportunidades antes que a Croácia conseguisse seu primeiro ataque.

Os europeus, porém, foram mais efetivos e abriram o placar aos 11 minutos. Após cruzamento da direita, a zaga cortou parcialmente, mas a bola caiu para Perisic. Inteligente, ele rolou para a esquerda e encontrou Olic sozinho na segunda trave para marcar. Veterano de 34 anos, o atacante voltou a marcar em uma Copa 12 anos depois de fazer contra a Itália no Mundial de 2002. Nunca um jogador teve um hiato tão grande entre um gol e outro em Copas.

​O gol no começo era tudo que os croatas queriam. Afinal, com Rakitic (reforço do Barcelona) e Modric (titular do Real Madrid), a equipe controlava o meio de campo. Camarões tentava na base da velocidade, mas esbarrava na falta de espaços. Havia sempre um croata para dobrar a marcação. No ataque, a Croácia confiava na bola alta e no contra-ataque. Aos 16 minutos, quase o segundo gol veio em uma cobrança de escanteio. Perisic chutou e o goleiro Itandje salvou os africanos em cima da linha.

Quando Camarões começou a melhorar e passou a ter mais posse de bola, Alex Song, volante do Barcelona, colocou tudo a perder. Em uma corrida, ele estranhou-se com Mandzukic e resolveu dar um soco nas costas do centroavante, na cara do árbitro português Pedro Proença, que não titubeou para dar o cartão vermelho direto.

Com um jogador a mais, os croatas cresceram no segundo tempo. Logo aos 2 minutos, a Croácia marcou em três toques na bola de Perisic. Itandje saiu jogando errado, o croata pegou na linha do meio de campo e partiu em velocidade pela esquerda. Logo chegou na cara do goleiro para estufar as redes e fazer 2 a 0.

Mandzukic teve a chance de fazer o terceiro logo depois, quando saiu na cara de Itandje, mas bateu para fora. O centroavante resolveria aos 16 minutos, quando ganhou no alto após cobrança de escanteio e ampliou a vantagem croata. Aos 27, ele fez o quarto, pegando o rebote do chute de Eduardo da Silva.

A partida, aliás, contou com dois brasileiros. O meia Sammir foi titular no meio de campo croata e fez a sua estreia em Copas. O atacante Eduardo da Silva, por sua vez, entrou no segundo tempo no time da Croácia.

No fim, ainda ficou a impressão de que a Croácia poderia ter feito mais. Só Rebic foi fominha em dois lances e não passou para Eduardo da Silva marcar. Quando ele resolveu tocar para Rakitic, o meia do Barcelona tentou driblar o goleiro e perdeu o gol feito.

(Com Estadão Conteúdo)

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