Câmara quer ouvir Ronaldinho Gaúcho sobre indícios de pirâmide financeira

A empresa 18K Ronaldinho, ligada ao ex-jogador, é suspeita de irregularidades envolvendo criptomodeas

Por Luiz Felipe Castro - Atualizado em 10 out 2019, 13h36 - Publicado em 9 out 2019, 19h41

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 9, um requerimento que convida o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho a prestar esclarecimentos sobre indícios de fraude em operações da empresa 18kRonaldinho, ligada ao ídolo do Barcelona e da seleção brasileira.

O convite foi aprovado na comissão especial liderada pelo deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), que discute a aprovação de um projeto de lei para regulamentar o uso de critpoativos – também conhecidas como criptomoedas ou moedas virtuais – no país.

“Recebemos reclamações e agora aprofundaremos na comissão especial que trata do tema na Câmara. Convocamos Ronaldinho e a empresa, além do Ministério Público Federal e a Polícia Federal, para tratar desta suposta pirâmide financeira”, confirmou Aureo Ribeiro a VEJA.

Segundo o site da empresa em português, a 18K Ronaldinho foi criada em 2015 como “uma marca unissex de relógios esportivos, empresa bem sucedida no Estados Unidos em meio a diversos atletas no mundo todo.” Em 2019, já com o ex-jogador como “embaixador”, foi criado um “novo canal digital foi de trading e cripto ativos com remuneração em multinível”.

Publicidade

A 18K Ronaldinho promete aos clientes rendimentos de até 2% ao dia, supostamente baseados em operações com a criptomoeda Bitcoin. “Ganhe 2% ao dia, sobre seu valor investido, sem indicar ninguém. Você investe a partir de 30 dólares e a empresa quadruplica seu investimento em no máximo 200 dias”, diz a empresa.

O negócio levantou suspeitas de se tratar de uma pirâmide financeira, esquema fraudulento que tem como base a indicação de novos investidores atraídos pela promessa de retorno rápido e alto. Procurados pela reportagem, 18K Ronaldinho e o ex-jogador não se manifestaram até o momento.

Publicidade