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Bruno Coutinho apresenta realidade polonesa: Nível será alto

Por Da Redação Atualizado em 19 jul 2016, 13h38 - Publicado em 7 jun 2012, 20h00

A Polônia foi submetida a diversos desafios no século passado. Os resultados do holocausto nazista foram trágicos: mais de seis milhões de pessoas mortas – o território que mais sofreu com a Segunda Guerra Mundial se levar em conta a proporção da população. Em seguida, passou por quase quatro décadas sob a influência do rígido regime comunista. Agora, organizar a Europa parece ser algo pequeno comparado aos obstáculos históricos.

Revelado no Grêmio, o volante brasileiro Bruno Coutinho reconhece que a Polônia não faz parte da elite do futebol europeu e mundial. No entanto, elogia o esforço do país principalmente no investimento dos estádios das quatro sedes (Varsóvia, Wroclaw, Gdansk e Poznan) – três deles foram construídos para o torneio.

‘Foram quatro anos do país se arrumando, o que posso dizer prestes da estreia é que será um grande evento, garanto que será de alto nível. Eu joguei em três das quatro sedes da Euro, só o de Varsóvia não tivemos a chance de atuar. São ótimos estádios’, exalta o atleta, que joga no país desde 2008 e atualmente defende o Polônia Varsóvia.

Na visão de Bruno Coutinho, a culinária é o ponto fraco de se morar na Polônia. Ainda assim, ele esclarece que os visitantes poderão encontrar restaurantes internacionais, principalmente na capital Varsóvia. ‘A comida polonesa realmente não me agrada, mas estamos cercados de restaurantes de outros países’, explicou o atleta, criado sob a influência do churrasco e do chimarrão do Rio Grande do Sul.

Em compensação, a cultura polonesa merece uma atenção especial. Motivado pelo gosto da esposa, Bruno Coutinho conheceu os principais pontos turísticos e os locais que ficaram famosos em função da Segunda Guerra Mundial. O atleta gaúcho foi beneficiado com uma grande bagagem intelectual desde que se mudou para o Leste Europeu.

‘Para quem gosta de história, o país é muito bom na questão cultural, tem a região norte, o Mar Báltico, a cidade de Cracóvia, a parte velha, o centro turístico. Você pode conhecer mais o que foi o nazismo, o que eles sofreram. Conheci tudo porque minha esposa é apaixonada por história’, confirma Bruno Coutinho.

Time nacionalista – Ao público brasileiro, a seleção da Polônia ganhou destaque por disputar competições internacionais com a presença de Roger Guerreiro, ex-jogador do Corinthians. Bruno Coutinho também recebeu sondagens para a naturalização, porém o processo acabou esquecido com a chegada do técnico Franciszek Smuda ao comando do time.

‘Agora a equipe é dirigida por um polonês, ele fez uma revolução, alguns atletas se aposentaram. Esse técnico ainda citou que não gostava de brasileiros, eu respondi e acabamos trocando desavenças. Quando voltar para a Polônia, vou completar cinco anos e recebo a naturalização automática. Mas só poderei jogar com outro treinador’, confessa Bruno Coutinho, que considera o país anfitrião com graves limitações técnicas para a disputa da Euro-2012.

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