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Brasileiro promove no surfe mensagem de paz no Islã

O brasileiro Jihad Khodr, surfista profissional e muçulmano, está ajudando a promover uma ação em Maresias (SP) contra o preconceito ao Islamismo.

Por Da redação - Atualizado em 10 set 2016, 11h18 - Publicado em 10 set 2016, 10h59

Para o surfista muçulmano Jihad Khodr, as etapas do Campeonato Paulista Profissional não representam apenas a busca por vitórias para voltar ao Circuito Mundial. Elas são também a oportunidade de levar uma mensagem de paz do Islamismo, lutando contra o preconceito.

Neste sábado, o brasileiro de 32 anos participa de uma ação da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) chamada “Islã é paz”. Uma garrafa gigante, que contém uma mensagem com a palavra “paz” escrita em diversos idiomas em seu interior, será instalada na praia de Maresias, local da disputa. Jihad, patrocinado pela entidade, é o rosto do Islamismo no surfe.

Jihad é o único muçulmano a participar da elite do surfe. Entre 2008 e 2009, ele participou da WQS, divisão que dá acesso à elite do surfe mundial, e da própria WCT (World Championship Tour). “Quero mostrar a verdadeira face do povo muçulmano, um rosto de amor e de amizade. Não estou falando apenas de doutrina. Estamos falando de olho no olho, um aperto de mão”, afirma.

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Para a Fambras, o esporte está diretamente alinhado aos preceitos do Islamismo. “O esporte representa a diversidade e a união entre os povos. O surfe, mais especificamente, representa a harmonia com a natureza”, afirma Ali El Zoghbi, vice-presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil.

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Após perder um campeonato de surfe por problemas ligados à dependência química, no auge de sua carreira anos atrás, Jihad reencontrou seu equilíbrio e voltou a ser um nome promissor.

Seu sonho é voltar ao Circuito Mundial e, para isso, busca patrocinadores. Seu último título no exterior foi em 2013, no WQS de Mar del Plata, na Argentina. “Sou brincalhão, sorridente, mas também fico bravo. Para conhecer a luz, temos de saber bem onde estão nossas sombras”, diz.

(Com Estadão Conteúdo)

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