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Brasileirão: emoção até o fim esvazia defesa do mata-mata

Com a novidade dos clássicos regionais na última rodada, o campeonato ficou ainda mais vibrante. Perde quem ainda insistia num retorno da fórmula antiga

Por Da Redação 1 dez 2011, 07h31

O último Campeonato Brasileiro disputado em mata-mata aconteceu em 2002, quando o Santos, que terminou a primeira fase em oitavo lugar, venceu o Corinthians, que se classificou na terceira posição

O Campeonato Brasileiro já mudou de fórmulas algumas vezes (foi decidido em dois módulos; com os campeões se enfrentando em uma final; com os oito melhores disputando um esquema mata-mata…). Desde 2003, porém, segue com o mesmo formato, os pontos corridos. Dessa maneira, o torneio premia quem realmente foi melhor durante o ano – e afasta a possibilidade de que um time que passou o campeonato todo no meio da tabela possa, de repente, eliminar os líderes e ser campeão. Nos primeiros anos, o novo formato foi contestado por alguns clubes, que reclamavam da falta de emoção – quem ficava para trás na tabela chegava ao fim do campeonato sem ter o que disputar, afirmavam eles. Nos últimos anos, porém, esse argumento foi esvaziado de vez – o campeão vem sendo conhecido apenas no último jogo, e poucos times chegam à rodada final sem nada a definir.

A edição 2011 do Brasileirão pode ter sido o golpe derradeiro contra as tentativas de ressuscitar os mata-matas. Com a última rodada recheada de clássicos, a conclusão do campeonato será ainda mais vibrante. Das dez partidas dessa última rodada, apenas uma não vale nem título, nem vaga num torneio continental, nem rebaixamento. Ao invés de fechar o ano com apenas uma partida final, o Brasileirão dos pontos corridos terá, no próximo domingo, nove decisões. O último Campeonato Brasileiro disputado em mata-mata aconteceu em 2002, quando o Santos, que terminou a primeira fase em oitavo lugar, venceu o Corinthians, que se classificou na terceira posição, na final. No caminho, o Santos também eliminou o São Paulo, que terminou a primeira fase disparado na liderança.

No começo da era dos pontos corridos, em 2003, o primeiro campeão foi o Cruzeiro, que terminou o campeonato 13 pontos na frente do segundo colocado, o Santos. Mais adiante, o São Paulo foi campeão com seis pontos de frente (em 2006) e quinze pontos de sobra (em 2007). Foi o bastante para os presidentes de alguns clubes criticarem o sistema que premia o time que joga melhor durante o ano e exigir a volta do sistema antigo, com jogos de ida e volta, argumentando que o campeonato estava perdendo a graça antes das rodadas finais. A CBF não aceitou mudar o formato, e as críticas acabaram desaparecendo – em 2009 e 2010, Flamengo e Fluminense, respectivamente, foram campeões porque venceram os jogos só na última rodada. Alguns dirigentes continuaram reclamando da fórmula, alegando que alguns times não jogavam com força máxima só para prejudicar seus rivais, que precisavam vencer para conquistar o título. Com a novidade dos clássicos para fechar o campeonato, esse último argumento usado pelos defensores do mata-mata foi finalmente sepultado.

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