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Brasil x México não é clássico, claro – mas clima é quente

Rivalidade e retrospecto recente fazem adversário desta terça encarar a seleção pentacampeã sem nenhum medo – e prometendo, de novo, um jogo duríssimo

“Nós crescemos diante dos grandes por causa do desejo de mostrar que não somos inferiores”, disse o técnico Miguel Herrera

Quem ouve as declarações dos técnicos e jogadores envolvidos na segunda partida da seleção brasileira na Copa do Mundo acaba achando que o duelo é um clássico contra alguma rival tradicionalíssima. Mas o jogo das 16 horas (de Brasília) desta terça-feira, no Castelão, em Fortaleza, envolve o país que tem o melhor currículo da história da competição e outro que nunca passou das quartas de final – fase que só alcançou nos dois Mundiais que organizou, em 1970 e 1986. Por que, então, a expectativa para Brasil x México parece a de um jogo muito mais equilibrado e tradicional? São duas as razões. Para os brasileiros, a seleção mexicana tem sido uma adversária problemática, fazendo partidas duríssimas contra os pentacampeões. Além disso, esses jogos parelhos e muito disputados fizeram despertar uma rivalidade entre os atletas dos dois países. Para o técnico Luiz Felipe Scolari, são bons argumentos para convencer seus jogadores de que o Brasil precisa entrar muito ligado no jogo desta terça, que poderá valer a classificação antecipada às oitavas.

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“Nos preparativos para o jogo, mostramos novamente aos atletas que temos dificuldades sempre que enfrentamos o México. Sempre respeitamos essa equipe, pois ela joga como grande quando está diante de nós”, avisou Felipão. O treinador dos mexicanos, Miguel Herrera, confirma que sua seleção se enche de orgulho e força quando encara os pentacampeões. “Nós crescemos diante dos grandes por causa do desejo de mostrar que não somos inferiores”, explicou ele na véspera da partida, logo depois do treino de reconhecimento do gramado do Castelão – onde as seleções se enfrentaram há quase exatamente um ano pela Copa das Confederações. Os times mudaram, o comando técnico do México também, mas o clima quente entre as equipes persiste – e o respeito também. “São jogadores de muita qualidade, já os enfrentei muitas vezes, inclusive na final da Olimpíada”, disse o capitão Thiago Silva. “Sabemos que estamos em um bom momento, �mas isso não quer dizer que não entraremos atentos no jogo. Estudamos bastante o jogo deles para que o Brasil não seja surpreendido.”

Para Felipão, o Brasil deve mesmo chegar para o jogo pensando que vai encarar um adversário de primeira – afinal, o equilíbrio das partidas recentes é um sinal de que não se deve bobear contra os mexicanos. “Precisamos ter um posicionamento muito correto o tempo todo. É um jogo muito parelho, entre duas equipes que jogam com qualidade. Temos a torcida conosco, uma equipe que a cada dia está em melhores condições, mas não esperem que o Brasil seja o dono da festa enquanto o outro time se limita a ser coadjuvante”, avisou. O técnico brasileiro, que comandou a vitória por 2 a 0 no último duelo, no próprio Castelão, lembrou que o segundo gol daquela partida saiu só no finzinho, e que a partida foi marcada por um ritmo muito intenso. Com Herrera no cargo (desde o fim das Eliminatórias), Felipão acha que o México ficou ainda melhor. “A equipe é guerreira, forte, habilidosa e bem organizada, e joga um futebol que é para a gente respeitar”, reiterou. O técnico mexicano concorda: “O Brasil é o favorito, encontraremos um estádio que estará todo contra nós, mas no campo são onze contra onze, e nosso objetivo é vencer .”