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Brasil x Alemanha: revanche ou não, uma final histórica

Decisão deste sábado no Maracanã vale título inédito para ambos. E é uma chance de ouro para o Brasil se reerguer

Por Luiz Felipe Castro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 20 ago 2016, 10h56 - Publicado em 20 ago 2016, 08h15

A seleção brasileira disputará neste sábado, a partir das 17h30 no Maracanã, a sua quarta decisão olímpica – perdeu todas as outras, em Los Angeles-1984, Seul-1988 e Londres-2012. Mas não é apenas o fato de jamais ter conquistado a medalha de ouro que torna a vitória quase uma obsessão. O adversário da decisão é ninguém menos que a Alemanha, seleção responsável pelo maior vexame da história do esporte nacional, na semifinal da Copa do Mundo, há dois anos. E ainda que todos os atletas, de ambas as equipes, façam de tudo para desassociar o jogo deste sábado do 7 a 1, a lembrança e o sentimento de vingança por parte da torcida brasileira são inevitáveis. Comandado por Neymar, ausente no desastre de Belo Horizonte, o Brasil tentará expurgar seus fantasmas.

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Durante a goleada sobre Honduras na semifinal, a torcida já demonstrava confiança. “Ô Alemanha, pode esperar, a sua hora vai chegar”, era o grito de guerra no Maracanã. A equipe que começou muito mal e enfrentou a desconfiança da torcida nas duas primeiras partidas embalou desde então. Jogando com quatro atacantes de origem (Luan, Neymar, Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa), o time goleou a Dinamarca por 4 a 0, venceu a Colômbia por 2 a 0 e massacrou Honduras por 6 a 0. Doze gols marcados e nenhum sofrido. As vitórias e a filosofia de jogo ofensiva, uma marca do treinador Rogério Micale, encantaram a torcida e recolocaram o Brasil na condição de favorito ao ouro. O adversário da decisão, porém, merece muito respeito.

Referência mundial no trabalho com atletas de base, a Alemanha também busca sua primeira medalha de ouro olímpica desde a unificação – a Alemanha Oriental foi campeã nos Jogos de Montreal-1976. Apesar de não ter dado tanta prioridade aos Jogos quanto o Brasil, tem um time organizado, mais experiente e entrosado que a seleção, e bons jogadores como o capitão Max Meyer, do Schalke 04, e o meia Serge Gnabry, do Arsenal. Há ainda no time um remanescente da Copa de 2014: o zagueiro Matthias Ginter, do Borussia Dortmund, reserva no 7 a 1 e em toda a campanha do tetracampeonato.

Para a decisão, a expectativa é que Micale mantenha o time que engrenou na Rio-2016: Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio, e Douglas Santos; Walace, Renato Augusto, Luan, Neymar, Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa. São esperadas cerca de 70.000 pessoas no Maracanã. Qualquer que seja o resultado, o Brasil ultrapassará a extinta Iugoslávia e se tornará o maior medalhista da história do futebol olímpico, com seis pódios.

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