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Brasil se recupera e goleia a Turquia no futebol de 5

Seleção faz 4 a 0 e assume liderança do grupo ao lado da China

Por Da Redação - 2 Sep 2012, 12h42

Com direito a jogadas de efeito como um passe de calcanhar que encantou a torcida, a seleção brasileira de futebol de cinco se reabilitou do empate sem gols na estreia dos Jogos Paralímpicos de Londres contra a França e goleou a Turquia por 4 a 0 neste domingo.

Assim como acontece no futebol convencional, o Brasil tem alguns dos melhores jogadores do mundo em sua categoria e eles fizeram a diferença. Jeffinho abriu o placar aos 4 minutos do primeiro tempo, marcando o 100º gol da história da Paralimpíada, seguido de Ricardinho aos 14 e Bill aos 34. Jeffinho ainda marcou um gol aos 24 minutos do segundo tempo e definiu o placar.

As jogadas tão conhecidas no futebol brasileiro convencional são feitas de maneira diferente pelos deficientes visuais. Segundo Jefinho, além do chamador, que orienta os atletas durante o jogo, os atletas procuram tirar proveito da ‘regra do voy’, que consiste em um atleta de defesa ser obrigado a gritar “Voy!” (vou em português) antes de ir em direção da bola, que possui guisos.

Desta forma, atletas são capazes de saber a localização da bola e do adversário e fazer o que os brasileiros mais gostam: dribles. Mas o improviso fica de lado. “A gente tem de treinar as jogadas”, revelou o atacante, que já foi eleito o melhor do mundo em 2010.

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Após o empate por 0 a 0 contra a França na estreia, era fundamental para o Brasil uma vitória com um bom saldo de gols pois a China, próxima adversária do time, havia goleado a Turquia por 4 a 0. “Não adianta dizer que a gente não estava nervoso porque a gente sabia da importância da vitória”, contou Jeffinho. Segundo ele, o time mudou de tática e jogou com praticamente três atacantes durante todo o jogo. Deu certo.

Ricardinho comemorou seu gol na partida. “Vim de um ano difícil depois de sofrer uma fratura no pé. Por causa da recuperação praticamente não joguei partidas oficiais até chegar aqui em Londres o que afetou meu ritmo de jogo”, relembrou.

A vitória, segundo ele, foi um alívio mas não pode ser encarada como desculpa para um relaxamento. “A gente melhorou mas sabe que pode render ainda mais.”

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