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Brasil revê Chile em Minas. E vai aproveitar lições de 2013

As equipes se enfrentaram duas vezes no ano passado, uma delas no próprio Mineirão, o palco do jogo de oitavas de final do sábado. Foram partidas duras

“Já pude ver bem as dificuldades que nossa equipe enfrenta nesse confronto e as qualidades que os chilenos apresentam. Quero rever os jogos anteriores e observar melhor os atuais”, disse Felipão

No jogo que inaugura as oitavas de final da Copa do Mundo, no sábado, às 13 horas (de Brasília), no Mineirão, o Chile vai se transformar no adversário mais frequente da seleção brasileira sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Na atual passagem do técnico pelo cargo, será a terceira vez que a seleção treinada por Jorge Sampaoli cruza seu caminho. No ano passado, foram duas partidas contra os chilenos, ambas bastante duras. Uma delas, curiosamente, aconteceu no próprio Mineirão, em abril de 2013, com um empate, 2 a 2. Como o amistoso foi reuniu apenas os atletas que atuavam no futebol sul-americano, há poucos remanescentes daquele encontro na Copa (pelo lado do Brasil, Henrique, Paulinho e Neymar, que marcou um gol). Um teste mais proveitoso foi o amistoso que fechou a temporada, em novembro, em Toronto. O Brasil venceu por 2 a 1, mas teve dificuldades contra os chilenos. Entre os brasileiros que participaram daquela partida, só Robinho e Lucas Leiva não estão na Copa. Do lado chileno, muitos atletas já tiveram a experiência de enfrentar o Brasil – ou seja, os times se conhecem bem, e Felipão espera conseguir superar Sampaoli na hora de aproveitar as lições de 2013.

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“É um time muito bom”, disse o treinador depois da vitória contra Camarões, na segunda, em Brasília. “Tenho de pensar é no meu time, ver se ele tem condições de evoluir e conseguir mais uma vitória. Mas já joguei contra eles duas vezes. Portanto, já pude ver bem as dificuldades que nossa equipe enfrenta nesse confronto e as qualidades que eles apresentam. Quero rever os jogos anteriores e observar melhor os atuais.” Felipão voltou a dizer que preferia enfrentar outra seleção nas oitavas, algo que ele já vem repetindo desde o sorteio dos grupos, em dezembro. “Se eu pudesse escolher, teria escolhido outro adversário. Acho que o Chile era o oponente mais difícil entre todas as possibilidades (Espanha, Holanda e Austrália eram as outras integrantes do grupo) também pelo fato de ser uma seleção sul-americano. É catimba, habilidade, tudo aquilo que a gente conhece.” O Chile está concentrado na própria capital mineira e espera ter um apoio significativo no estádio no fim de semana, assim como já ocorreu com os mexicanos no duelo com o Brasil em Fortaleza. Como a partida acontece no início da tarde, horário em que o Brasil ainda não jogou, Felipão deverá mudar os horários dos treinos para adaptar seu grupo.