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Brasil perde e fica em situação difícil no basquete feminino

Por Da Redação 1 ago 2012, 19h42

As jogadoras brasileiras não contiveram as lágrimas nesta quarta-feira, depois da derrota por 67-61 para a seleção da Austrália, vice-campeã olímpica das três últimas edições, e, apesar de terem feito sua melhor partida, estão à beira da eliminação do torneio de basquete feminino dos Jogos de Londres.

“Estou triste com a derrota, mas a equipe sai desta partida fortalecida. Se jogássemos assim com todo mundo, estaríamos em uma situação diferente”, declarou, chorando, a pivô brasileira Erika Costa, que foi a cestinha da partida, com 22 pontos.

“Treinamos muitos meses, deixamos tantas coisas de lado… e não conseguimos cumprir com nossos objetivos”, lamentou a armadora Adrianinha, que marcou 8 pontos.

“Preciso ganhar. Não posso continuar perdendo”, desabafou Joice Rodrigues. “Não choro apenas porque perdi, mas porque antes de vir para cá, fizemos muito e não conseguimos vencer uma partida”, acrescentou.

A melhor – e mais alta, com 1,97m – da equipe brasileira, Erika Souza, lutou praticamente sozinha no garrafão com as três pivôs australianas, principalmente Liz Cambage, a única jogadora acima dos dois metros da partida.

Erika Souza, que marcou onze pontos, foi eliminada com cinco faltas individuais a seis minutos do final da partida.

Com ela, se foram em grande parte as chances brasileiras de vitória, apesar dos esforços de Adrianinha e de Erika Costa, que marcou uma cesta de três pontos faltando 16 segundos e reduziu para quatro pontos a desvantagem no placar.

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A partida chegou à metade com 31 a 18 a favor das australianas, que tiveram uma vantagem máxima de 15 pontos no terceiro quarto. Mas as brasileiras foram atrás do prejuízo e encaixaram uma série de 10-0.

“Era uma equipe muito forte, muito alta, com rebote”, afirmou o técnico brasileiro Luis Tarallo. “Trabalham muito bem no rebote, seu rebote é muito forte”.

O Brasil agora precisa vencer as próximas duas partidas da primeira fase que restam, contra Canadá e Grã-Bretanha, para ter alguma chance de classificação.

O Brasil está no Grupo B, com Austrália, Canadá, França, Grã-Bretanha e Rússia.

O jogo desta quarta-feira também entrou para a história das Olimpíadas, pois a australiana Lauren Jackson, de 31 anos, se tornou a jogadora de basquete com mais pontos marcados em Jogos Olímpicos, com um total de 497, em quatro edições.

Com os 18 pontos contra o Brasil, Jackson superou a americana Lisa Leslie, que fez 488 pontos.

No último confronto do dia, Rússia bateu a Grã-Bretanha por 67-61, garantindo sua classificação e a da França para as quartas de final.

Com o resultado, Brasil e Grã-Bretanha dividem a lanterna do Grupo B, ambas com três derrotas em três partidas.

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