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Brasil pega Croácia, México e Camarões na Copa de 2014

Mas a sorte da seleção de Felipão poderá terminar logo nas oitavas - com um possível cruzamento com Espanha ou Holanda (que se enfrentarão na estreia)

Por Giancarlo Lepiani, da Costa do Sauípe 6 dez 2013, 11h27

Colocados no Grupo B, holandeses e espanhóis formam uma das chaves mais difíceis da Copa, ao lado do Chile. Mas nada que se compare ao grupo da morte – sim, ele apareceu – desta Copa: é o D, com Uruguai, Itália e Inglaterra, além da Costa Rica

Croácia, México, Camarões: eis os adversários da seleção brasileira na primeira fase da Copa do Mundo de 2014. O sorteio dos grupos, realizado nesta sexta-feira, na Costa do Sauípe, na Bahia, foi generoso para a equipe da casa: uma seleção mediana da Europa, um rival antigo mas modesto das Américas e uma seleção africana que não vem jogando bem há anos. A estreia será contra os europeus, no dia 12 de junho de 2014, no Itaquerão. É a segunda vez em três Copas que o Brasil abre sua campanha contra os croatas – foi assim também na Alemanha-2006. O duelo com os mexicanos será em Fortaleza, e a partida contra os camaroneses, em Brasília. Resolvido o mistério sobre os três primeiros rivais, a seleção passa a ter motivos para se preocupar quando olha para seu caminho na competição. Se cumprir sua obrigação e avançar à segunda fase, o time de Luiz Felipe Scolari tem grande chance de encarar dois rivais extremamente perigosos: a Holanda, que eliminou o Brasil na última Copa, ou a Espanha, atual campeã, ansiosa para vingar a derrota na final da Copa das Confederações. Holandeses e espanhóis, aliás, vão se encontrar logo na estreia, uma reedição da final da África do Sul-2010 em plena Arena Fonte Nova, em Salvador, em 13 de junho.

Colocados no Grupo B, holandeses e espanhóis formam uma das chaves mais difíceis da Copa, ao lado do Chile, que vive excelente momento, e da Austrália. Mas nada que se compare ao grupo da morte – sim, ele apareceu – desta Copa: é o D, com Uruguai, Itália e Inglaterra, mais a coadjuvante Costa Rica (que já deve estar reavaliando a ideia de vir ao Brasil no ano que vem…). Nessa chave com três campeões do mundo (e um total de sete taças conquistadas), italianos e ingleses fazem um grande clássico num palco de que esperavam fugir: a Arena da Amazônia, em Manaus. Os técnicos das duas seleções se diziam mais preocupados com o calor do que com os rivais – e terão de encarar um jogo dificílimo justamente na sede que mais preocupa os europeus. O técnico Roy Hodgson, da Inglaterra, chegou a ser provocado pelas autoridades amazonenses depois de ter dito que esperava evitar Manaus a qualquer custo. Outro grupo forte é o G, que colocará frente a frente alguns dos melhores jogadores do planeta na atualidade: a abertura da chave será entre Alemanha, de Ozil, e Portugal, de Cristiano Ronaldo. Quem deu sorte foi a Bahia – assim como no caso de Espanha x Holanda, o estádio da partida será a Fonte Nova. O grupo tem também Estados Unidos (do técnico Klinsmann, ícone histórico da seleção alemã) e Gana (que já tinha caído com os alemães em seu grupo no último Mundial).

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Se alguns grupos deixam o torcedor ansioso desde já, outros despertam reações bem menos empolgadas. Caso da chave encabeçada pela Bélgica, que deu a sorte de pegar como adversários Rússia, Argélia e Coreia do Sul. Ou do Grupo C, encabeçado pela Colômbia, acompanhada por Grécia, Costa do Marfim e Japão. Argentina e França se deram bem na definição dos grupos. Os vizinhos sul-americanos ocupam o Grupo F, ao lado de seleções modestas: Bósnia-Herzegovina, Irã e Nigéria. Os franceses, que só entraram na Copa depois de uma sofrida repescagem contra a Ucrânia, vão enfrentar Suíça, Equador e Honduras na primeira fase. Montados os grupos, passa a ser possível também projetar os cruzamentos das etapas seguintes. O Brasil poderia pegar Itália, Inglaterra ou Uruguai nas quartas, e a semifinal poderia ser contra a Alemanha (caso ela confirme o favoritismo em seu grupo). É difícil um encontro entre Brasil e Argentina antes da grande final – isso só aconteceria se uma das duas ficasse em segundo de seu grupo, o que, diante dos adversários definidos nesta sexta, não parece muito provável. Uma reedição do jogo decisivo entre Brasil e Uruguai no Rio, 64 anos depois do Maracanazo, também é possível, se os uruguaios liderarem o grupo da morte e o Brasil ficar em primeiro na sua chave. Todas essas dúvidas começam a ser respondidas em 188 dias, quando brasileiros e croatas disputarem os primeiros lances da Copa do Mundo.

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