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Brasil não escolhe. Se pudesse, talvez preferisse Holanda

Entre um velho freguês e um perigoso carrasco, a opção mais natural seria pelo primeiro, lógico. Mas Felipão já deu sinais de que se preocupa mais com o Chile

Por Giancarlo Lepiani, de Brasília 23 jun 2014, 15h12

�”Eu era� até ridicularizado quando falava do Chile no ano passado. Agora, todo mundo também fala que essa seleção é muito boa”, disse Felipão

Confirmada sua classificação no jogo decisivo desta segunda-feira, às 17 horas (de Brasília), contra Camarões, a seleção brasileira terá dois caminhos possíveis: como primeiro colocado do grupo (em caso de vitória, desde que o México não vença e a supere no saldo de gols), um duelo com o Chile, e se ficar em segundo (com um empate em Brasília e uma vitória de mexicanos ou croatas), um embate com a Holanda. A equipe europeia terminou em primeiro no Grupo B graças a uma vitória sobre os sul-americanos, também nesta segunda, no Itaquerão. É o primeiro time a conquistar três vitórias na competição e vem com dois dos artilheiros da Copa do Mundo. Além disso, ele é um dos poucos selecionados do mundo que podem se orgulhar da reputação de carrasco do Brasil (em Mundiais, foram quatro encontros, com duas vitórias holandesas, uma brasileira e um empate). A outra opção, o Chile, tem histórico bem distinto – eliminado pelo Brasil em duas oitavas de final no passado (em 1998 e no último Mundial, em 2010), também foi derrotado na Copa de 1962, na semifinal. No último encontro, no fim de 2013, mais um triunfo brasileiro, 2 a 1, em Toronto. Entre um velho freguês e uma inimiga impiedosa, que tirou o Brasil de duas Copas (1974 e 2010), seria melhor o primeiro, certo?

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Talvez não: a seleção brasileira deu sinais de que não tinha temor algum de enfrentar os holandeses logo de cara. No domingo, o técnico Luiz Felipe Scolari disparou contra o holandês Louis Van Gaal, que havia afirmado que o Brasil tentaria evitar um confronto com sua seleção já na próxima etapa. Além de ter levado como ofensa pessoal a suspeita sobre o Brasil poder escolher o adversário, o gaúcho mal conseguiu conter a fúria diante da acusação de que temia os holandeses. “Quem diz uma coisa dessas é burro ou mal-intencionado”, esbravejou, aparentando estar mais do que disposto a calar o colega de profissão. Sobre o Chile, por outro lado, Felipão foi extremamente respeitoso. �”Eu era� até ridicularizado quando falava do Chile no ano passado. Agora, todo mundo também fala que essa seleção é muito boa.” Além de viver ótimo momento e contar com jogadores que já conhecem bem os brasileiros, o Chile oferece outra possível desvantagem em caso de duelo com o Brasil nas oitavas. Assim como já ocorreu no jogo com o México, o fator campo seria um pouco menos favorável ao time da casa, já que os barulhentos chilenos estão em peso no país e prometem ocupar grandes setores dos estádios em todas as partidas de sua equipe. A conferir: se o Brasil confirmar o primeiro lugar na chave, como todos esperam, o duelo será no sábado, no Mineirão, em Belo Horizonte (onde, aliás, os chilenos estão concentrados).

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