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Brasil estreia no Mundial para superar traumas

Com argentino campeão como técnico, seleção masculina tenta voltar aos dias de glória

O Brasil está no grupo B, ao lado de Estados Unidos, Tunísia, Croácia, Eslovênia e Irã. Os iranianos são os primeiros adversários

O talento do armador Leandrinho e dos pivôs Tiago Splitter e Anderson Varejão são reconhecidos internacionalmente. Tanto que os três jogam em times da NBA, a liga de basquete dos Estados Unidos. Splitter, eleito melhor jogador da última Liga Espanhola, vai atuar no San Antonio Spurs a partir desta temporada. A qualidade dessa geração, que começou a defender a equipe nacional no início da década, ainda não foi suficiente para fazer com que o Brasil volte a figurar entre os grandes do basquete. Eles têm uma nova oportunidade a partir deste sábado, quando a seleção estreia no Mundial de 2010, em Istambul, na Turquia. O Brasil está no grupo B, ao lado de Estados Unidos, Tunísia, Croácia, Eslovênia e Irã. Os iranianos são os primeiros adversários.

A seleção brasileira tem tradição no esporte. Foi bicampeão mundial em 1959 e 1963. O retrospecto inclui ainda duas pratas, dois bronzes e dois quartos lugares na competição. Os maus resultados começaram em 94, quando os brasileiros terminaram o torneio na 11ª colocação. Na última edição, em 2006, a seleção amargou o 19º lugar. A má fase nacional no basquete estende-se às Olimpíadas: a última participação olímpica do Brasil foi em Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996.

Apesar da ausência do astro pivô Nenê (também na NBA), cortado por contusão, o Brasil tem sido apontado por especialistas como candidato a ficar entre os três primeiros colocados do seu grupo. Quatro equipes de cada chave avançam à fase seguinte. Dos rivais do país, os norte-americanos optaram por levar um time jovem, sem as principais estrelas, mas seguem favoritos mesmo depois de perderem a hegemonia em Mundiais e Olimpíadas. A Eslovênia tem três jogadores talentosos: o armador Goran Dragic, o ala Jaka Lakovic e o pivô Primoz Brezec. A Croácia, por sua vez, montou uma esquadra jovem com apenas um jogador que atua num time de primeira linha, o pivô Ante Tomic, que defendeu o Real Madrid no vice-campeonato do forte torneio espanhol. Tunísia e Irã são os mais fracos da chave.

Para tentar acabar de vez com a má fase da seleção, o Brasil contratou o técnico argentino Rubén Magnano, um dos mais respeitados no basquete. Magnano foi o responsável por levar a Argentina a conquistar a medalha de ouro na Olimpíada de Atenas, em 2004. O treinador impôs treinamentos fortíssimos e fechados. Na opinião dele, o fator psicológico terá papel importante também. Afinal, diz ele, esses jogadores carregam o peso de fazer o Brasil recuperar os dias de glória. “O pouco que falta para conseguirmos um resultado importante pode ser a confiança”, disse o treinador.

Nos jogos preparatórios para o Mundial, o Brasil venceu dois e perdeu quatro partidas. Mas nem isso desanimou o argentino. O time base do Brasil é formado por Leandrinho, Marcelinho Huertas, Alex, Tiago Splitter e Anderson Varejão. A participação de Varejão no jogo deste sábado ainda é dúvida, porque o pivô se recupera de uma lesão no tornozelo esquerdo.

Confira os jogos da primeira rodada do Mundial:

Grupo A

Austrália x Jordânia

Angola x Sérvia

Alemanha x Argentina

Grupo B

Brasil x Irã

Tunísia x Eslovênia

EUA x Croácia

Grupo C

Grécia x China

Rússia x Porto Rico

Costa do Marfim x Turquia

Grupo D

Nova Zelândia x Lituânia

Canadá x Líbano

França x Espanha