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Brasil culpa má pontaria e campo ruim pela péssima estreia

Atletas lamentam chances desperdiçadas no 1º tempo. Já Mano Menezes admite erros táticos, mas encontra novo culpado pelo resultado: o gramado de La Plata

Os jogadores da seleção brasileira tentaram – sem sucesso – explicar a apática atuação da equipe no empate sem gols com a Venezuela, em La Plata, na Argentina. Os discursos foram os de costume para um time que decepciona – os atletas lamentaram a falta de sorte e a má pontaria, por exemplo. Já o técnico da equipe, Mano Menezes, encontrou um culpado: o gramado. Nenhum dos integrantes do time admitiu que a atuação foi fraca.

“Primeiro, a gente pede desculpas (pelo resultado), as coisas não aconteceram da forma que queríamos”, admite o zagueiro Thiago Silva, que lamentou principalmente as chances perdidas na etapa inicial, quando Alexandre Pato chegou a acertar o travessão em um chute dentro da área. “Se tivéssemos feitos os gols no primeiro tempo, o jogo seria diferente. Poderíamos ter feito um ou dois”, emendou.

Lucas Leiva, volante do Liverpool, fez sua análise e disse que faltou o gol para o Brasil. “Foi um resultado que a gente não esperava. Conseguimos controlar o jogo todo, tanto é que eles quase não nos ameaçaram, com exceção de alguns lances de bola parada. Mas faltou botar a bola dentro do gol”, afirmou.

Já o técnico Mano Menezes admitiu problemas táticos envolvendo a equipe. “Chegávamos bem até a intermediária ofensiva, dali para frente fomos lentos, erramos passes e jogamos de forma óbvia, com os dois homens de lado (Robinho e Neymar) muito abertos e a referência (Alexandre Pato) totalmente sozinha”, analisou o treinador.

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Como era previsto, a Venezuela restringiu suas ações durante os 90 minutos a se defender e buscar um contra-ataque. Mano Menezes assegura que não ficou surpreso com a postura do adversário. “Foi parecido nos amistosos que acompanhamos. O que mudou é que a Venezuela jogava com dois homens na frente e, diante do Brasil, deixou somente um. Eles tinham uma linha de três para bloquear os lados e apenas um na referência”, disse o técnico brasileiro.

Na teoria, o Brasil tropeçou justamente diante do rival mais fraco da chave – os outros integrantes são Paraguai e Equador. Ainda assim, Mano Menezes rechaça um sentimento de preocupação na briga pelas vagas à segunda fase. Vão se classificar os dois melhores de cada grupo, além de dois terceiros colocados.

“Ainda não dá para falar em classificação. Queríamos ter vencido a Venezuela, mas não tivemos a contundência necessária da intermediária para frente. O resultado é ruim, jogamos para vencer, era a proposta da estreia, só que surpresa em futebol não existe mais”, explicou o treinador.

Apesar de admitir as falhas, Mano Menezes também observou obstáculos ao futebol de seus comandados. Primeiro, reclamou do gramado do estádio Ciudad de La Plata, em La Plata (Argentina). “A grama soltava demais e dificultava os atletas na hora de carregar a bola”, analisou o técnico, que também não gostou dos critérios disciplinares do árbitro Raúl Orosco, além de pedir um pênalti em um lance no fim do primeiro tempo.

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(Com Gazeta Press)