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Brasil chega melhor que o Chile – ao menos nos números

Por Da Redação 25 jun 2014, 20h06

Aliviada pela classificação às oitavas de final, mas já atenta ao duelo eliminatório com o Chile, no sábado, no Mineirão�, a seleção brasileira retornou aos treinos nesta quarta-feira, na Granja Comary, em Teresópolis, pensando em evoluir um pouco mais – na avaliação do técnico Luiz Felipe Scolari, seu time foi subindo de produção ao longo da primeira fase, em que enfrentou Croácia, México e Camarões. “Começamos o Mundial ainda em um nível abaixo do que pretendíamos, mas fomos melhorando jogo a jogo”, disse o técnico depois da partida contra os africanos. Felipão afirmou ainda que o primeiro jogo da segunda fase é a hora certa de se aproximar do nível ideal – e, de acordo com as estatísticas da equipe na competição, existem motivos para confiar numa classificação contra os chilenos. Eles enfrentaram oponentes bem diferentes, é verdade (Holanda e Espanha, além da modesta Austrália), mas ficam em desvantagem para os brasileiros na maior parte dos fundamentos listados no banco de dados da Opta, líder mundial no registro detalhado dos grandes jogos do futebol internacional.

Brasil e Chile têm a mesma média de posse de bola no torneio: 56%. Os chilenos deram mais passes em suas três partidas (1.208 contra 1.029). Esses números mostram bem qual é a maior qualidade da equipe do técnico Jorge Sampaoli: ela sabe trabalhar a bola. O Brasil das estatísticas, porém, aparece como um time mais contundente, ofensivo e eficaz, além de menos violento. A seleção da casa soma sete gols marcados e dois sofridos, contra cinco a favor e três contra dos próximos adversários. O Brasil chuta mais a gol (23 contra 10) e é mais preciso nas finalizações (69% de precisão contra 45%). Apesar de distribuir menos passes, a equipe de Felipão acerta mais nesse fundamento (84% contra 81%), além de dar mais dribles (39 contra 31) e cruzamentos certos (dez contra seis). O Brasil ainda permite menos chances ao adversário (7 contra 14), faz mais desarmes (54 a 33) e ganha mais disputas de bola (196 contra 149), com grau de sucesso bem superior (57% contra 47%) – tudo isso cometendo menos faltas (37 contra 38). Nada disso, contudo, tranquiliza Felipão: o técnico continua apontando o Chile como o pior adversário possível a sair do grupo que tinha Holanda e Espanha.

(Giancarlo Lepiani, de Belo Horizonte)

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