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Bota adota discurso de tranquilidade, mas pressão aumenta após goleada

A prioridade do Botafogo é a luta pelo título do Campeonato Brasileiro. Por isso, a eliminação na Copa Sul-americana foi minimizada pelos jogadores e pelo técnico Caio Júnior. Porém a goleada de 4 a 1 aplicada pelo Independiente Santa Fe, na Colômbia, na noite de terça-feira, aumentou a pressão sobre o elenco e, principalmente, sobre o treinador, que nunca contou com o apoio da maioria da torcida.

Como no Brasileirão o Glorioso vem de duas derrotas, 2 a 0 para Santos e 3 a 2 para Avaí, uma vitória se tornou o único resultado aceitável na partida do próximo sábado, às 18 horas(de Brasília), diante do Cruzeiro, no Engenhão.

‘Vamos nos preparar agora para fazer o melhor jogo do ano contra o Cruzeiro. Estamos em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, com cinco dos sete jogos restantes em casa e há muito tempo que o Botafogo não chega em boas condições de conquistar esse título. Portanto, a prioridade é a conquista do Brasileirão’, disse Caio Júnior.

O treinador, porém, fez questão de deixar claro que não se sente mais pressionado pelo que aconteceu no confronto em terras colombianas. Para ele, a goleada acabou sendo consequência da necessidade de o Glorioso correr riscos por preservar alguns titulares. Peças importantes como o zagueiro Antônio Carlos, o volante Renato, o meia Maicosuel e os atacantes Herrera e Loco Abreu sequer viajaram para a Colômbia.

‘Nós corremos esse risco, como vinha acontecendo desde a primeira fase, contra o Atlético Mineiro. Escalamos time misto em todas as partidas da Copa Sul-americana, mas dessa vez fomos goleados. Eu sou apenas o treinador, mas não dá para concordar com esse calendário. Tinham que colocar a Copa Sul-americana no mesmo período da Libertadores, o que motivaria a todos’, analisou o treinador.

Como a quarta-feira foi prejudicada com a viagem de retorno ao Brasil, apenas nesta quinta que Caio Júnior vai começar a definir a equipe que enfrentará o Cruzeiro. O Botafogo tem dois desfalques para este compromisso. O lateral direito Lucas, que foi expulso na derrota para o Avaí, e o volante Marcelo Mattos, que recebeu o terceiro cartão amarelo no mesmo jogo, ficam fora.

Alessandro será o substituto do lateral, enquanto que a vaga no meio-campo será disputada por Léo e Lucas Zen, que voltou do México após defender a Seleção Brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Outro que estava neste torneio e volta a ficar como opção no banco de reservas é o meia Cidinho.

Resta saber ainda se Caio Júnior vai armar o Botafogo no 4-5-1 ou no 4-4-2 contra o Cruzeiro. Se optar pelo primeiro esquema, Felipe Menezes começa jogando. Do contrário, Herrera atuará ao lado de Loco Abreu no ataque. Com essas dúvidas, o esboço de time do Botafogo para a partida contra o Cruzeiro é o seguinte: Jéfferson, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Léo (Lucas Zen), Renato, Elkeson e Maicosuel; Herrera (Felipe Menezes) e Loco Abreu. Nesta quinta-feira o treino acontecerá na parte da tarde, no Engenhão.

ELEIÇÃO: A eleição para presidente do Botafogo, marcada para 25 de novembro, pode ser adiada. Isso porque o presidente da Junta eleitoral, Luiz Afonso Dutra, pediu para se retirar. Com isso, Luis Eduardo Miranda, presidente do Conselho Deliberativo, assumiu em seu lugar, o que irritou a oposição, uma vez que Miranda é ligado à chapa do atual presidente Maurício Assumpção, que tenta a reeleição. Caberá a esta junta definir se vai impugnar ou não a candidatura de oposição, liderada por Carlos Eduardo Pereira, e que é acusada de falsificar assinaturas para completar sua chapa, conforme denúncia encaminhada a Polícia por Maurício Assumpção.

Se a candidatura de oposição for impugnada e a mesma recorrer à Justiça, o pleito tem grandes chances de ser transferido para uma outra data, provavelmente no meio de dezembro. O adiamento é visto com bons olhos por vários conselheiros, que temem que o clima político aflorado possa prejudicar o desempenho dos atletas na reta final do Campeonato Brasileiro. Maurício Assumpção assumiu a presidência do Botafogo em janeiro de 2009, em substituição a Bebeto de Freitas, que dirigiu o time por dois triênios.