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Borussia e Bayern fazem esperada final alemã em Londres

A decisão em Wembley coroa um momento espetacular vivido pelo futebol do país. Bayern tem o poderio econômico; o Borussia, a superação e a juventude

Por Da Redação 25 Maio 2013, 08h56

Se o time de Munique é uma multinacional com o francês Ribéry, o holandês Robben, o brasileiro Dante, o croata Mandzukic e o espanhol Javi Martínez, o de Dortmund é praticamente uma fabricação caseira

Borussia Dortmund e Bayern de Munique se enfrentam neste sábado, às 15h45 (de Brasília), no Estádio de Wembley, em Londres, na final da Liga dos Campeões da Europa – o epílogo do maior torneio do mundo e um duelo que simboliza a excepcional fase do futebol alemão. Mas a disputa também será entre duas visões e histórias diferentes do futebol. De um lado, a tradição, poderio econômico e até arrogância do Bayern, o gigante que não pode sobreviver sem títulos. De outro, a juventude e humildade do Borussia, que renasceu das cinzas depois de quase ser dissolvido há dez anos e hoje revoluciona o esporte formando um time vencedor sem a necessidade de contratações milionárias. O Bayern assume o papel do grande favorito na primeira final da história entre dois times alemães. Está na decisão pela terceira vez em quatro anos, mas perdeu as duas anteriores – para a Internazionale, em 2010, e para o Chelsea, no ano passado. Agora está convencido de que chegou o momento da conquista. “Somos mais fortes e melhores que o Borussia”, disse o francês Ribéry. “Somos maduros e desenvolvemos bem o time. Não existe motivo para não ganhar”, afirmou o alemão Phillip Lahm. Thomas Müller foi ainda mais claro: “Não vejo ponto fraco em nosso time”.

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O sentimento de favoritismo não ocorre por acaso. O time bateu a Juventus duas vezes por 2 a 0, nas quartas de final, e fez 7 a 0 nos dois jogos contra o Barcelona, nas semifinais. No Campeonato Alemão quebrou vinte recordes, consagrando-se campeão com 25 pontos de vantagem sobre o Borussia Dortmund, 98 gols a favor e 18 contra. O técnico Jupp Heynckes lutará por seu segundo título na competição – ganhou com o Real Madrid em 1998. Ao final da temporada, em que ainda poderá ser campeão da Copa da Alemanha (a final será contra o Stuttgart, em 1º de junho), ele deixará o clube e abrirá espaço para o espanhol Pep Guardiola, que foi contratado no começo do ano. Na temporada, Bayern e Borussia se enfrentaram quatro vezes. Foram duas vitórias do time de Munique e dois empates. Do outro lado do campo, o time de Dortmund quer criar a maior surpresa do ano. Há apenas uma década, o clube esteve à beira da falência e foi salvo, ironicamente, por um empréstimo milionário do Bayern. Em 2007, o time se salvou por um ponto do rebaixamento. Agora está prestes a conquistar a Europa. “Renascemos das cinzas. É uma história incrível”, declarou o técnico Jurgen Klopp.

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Em uma jogada que mistura humildade e a estratégia de aumentar a pressão sobre o Bayern, Klopp disse que seu time não é o favorito. Os jogadores também adotaram um tom radicalmente diferentes dos rivais da Baviera. “É a maior oportunidade de nossas carreiras”, disse o zagueiro Hummels. Se o time de Munique é uma multinacional com o francês Ribéry, o holandês Robben, o brasileiro Dante, o croata Mandzukic e o espanhol Javi Martínez, o de Dortmund é praticamente uma fabricação caseira. Para compensar a qualidade dos adversários e usar a juventude dos seus jogadores, Klopp colocou toda sua energia na velocidade do time. Um de seus principais treinos é fazer a equipe chegar em oito segundos de seu campo ao gol adversário. A frustração do lado do Dortmund será a ausência do “Messi alemão”, Mario Götze, contundido. Ele vai jogar pelo Bayern de Munique na próxima temporada, em uma operação que custou 37 milhões de euros (68,8 milhões de reais). Mas o Borussia, apoiado por uma classe trabalhadora, está acostumado com drama. A região é a que apresenta a maior taxa de desemprego da Alemanha e as indústrias se mudaram. “As pessoas perderam tudo na região. A única coisa que têm é o Borussia”, diz Carsten Cramer, diretor do clube.

https://youtube.com/watch?v=9MGu5sPHEJI%3Frel%3D0

2013: Bayern

Depois de perder duas decisões em três anos – uma delas, em seu próprio estádio -, o Bayern não deixou passar a terceira oportunidade de levantar a taça. Em um clássico alemão, a equipe de Munique derrotou o Borussia por 2 a 1 no Estádio de Wembley.

2012: Chelsea

A equipe londrina surpreendeu e conquistou seu primeiro título contra o Bayern de Munique, na casa do adversário, a Allianz Arena. Didier Drogba foi o grande destaque da final, que foi decidida nos pênaltis depois de empate por 1 a 1 no tempo normal.

2011: Barcelona

Com Messi inspirado e com Pep Guardiola como técnico, o Barça foi campeão no Estádio de Wembley, em Londres, fazendo 3 a 1 no Manchester United. O jogo é considerado uma das melhores da fase de ouro da equipe catalã sob o comando de Guardiola.

2010: Internazionale

O argentino Milito foi o destaque na vitória da equipe italiana sobre o Bayern, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri – fez os dois gols na vitória por 2 a 0 e deu à Inter de Milão um título que não conquistava desde a década de 1960. Mourinho era o técnico.

2009: Barcelona

Eto’o e Messi marcaram os gols da vitória catalã no Estádio Olímpico de Roma, contra o Manchester United de sir Alex Ferguson e da dupla de ataque formada por Rooney e Cristiano Ronaldo. Foi o terceiro título do torneio continental para o Barça.

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2008: Manchester United

Na final entre os ingleses, a equipe de Alex Ferguson levou a melhor sobre o Chelsea, no Estádio Luzhniki, em Moscou. No tempo normal, Cristiano Ronaldo abriu o placar e Lampard empatou. Na cobrança de pênaltis, Anelka perdeu e o United comemorou.

https://youtube.com/watch?v=e5iNzdPlAj4

2007: Milan

Com grandes atuações de Kaká e Inzaghi, a equipe italiana se vingou da derrota para o Liverpool na final de 2005. A decisão disputada no Estádio Olímpico de Atenas foi totalmente dominada pelo Milan, que conquistou seu sétimo título da Liga dos Campeões.

2006: Barcelona

Com Ronaldinho Gaúcho em grande fase, o Barça era favorito contra o Arsenal no Stade de France, em Paris. Os ingleses saíram na frente com Campbell, mas os catalães viraram com gols de Eto’o e do brasileiro Belletti. Foi o bicampeonato do Barcelona.

2005: Liverpool

Uma das maiores surpresas da história do torneio – não pela vitória da equipe inglesa, clube tradicional na competição, mas sim pela recuperação histórica. O Milan vencia por 3 a 0 no intervalo em Istambul. O Liverpool buscou o empate e venceu nos pênaltis.

2004: Porto

Carlos Alberto e Deco estavam entre os destaques da jovem equipe do Porto treinada por um então desconhecido, José Mourinho. Do outro lado estava outra zebra, o Monaco. A final, disputada em Gelsenkirchen, terminou com vitória dos portugueses, 3 a 0.

https://youtube.com/watch?v=9y7zKOKJGzk

2003: Milan

A final entre dois italianos no estádio Old Trafford, em Manchester, foi marcada pelo enorme equilíbrio. Milan e Juventus ficaram no 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Na disputa por pênaltis, Dida defendeu três cobranças e Shevchenko selou a vitória do Milan.

https://youtube.com/watch?v=OLh6lGlXC3A%3Frel%3D0

2000: Real Madrid x Valencia

https://youtube.com/watch?v=jjYPOj2hros%3Frel%3D0

2003: Milan x Juventus

https://youtube.com/watch?v=jGJ62A2_CTQ%3Frel%3D0

2008: Manchester United x Chelsea

(Com Estadão Conteúdo)

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