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Bolsonaro assina termo para construir autódromo e levar F1 ao Rio em 2020

Novo circuito se chamará Ayrton Senna e será construído em terreno do Exécito, em Deodoro

Por Da redação - Atualizado em 8 Maio 2019, 16h39 - Publicado em 8 Maio 2019, 14h43

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira, 8, durante evento no Rio de Janeiro, um termo de cooperação para que um novo autódromo seja construído no bairro de Deodoro, na Zona Oeste, e passe a receber o GP do Brasil de Fórmula 1 (atualmente sediado em Interlagos, em São Paulo) a partir de 2020 e também a MotoGP. O novo circuito receberá o nome de Ayrton Senna, em homenagem ao tricampeão morto há 25 anos, revelou o presidente nas redes sociais, horas depois do evento.

“São Paulo, como havia participação pública e uma dívida enorme, tornou-se inviável a permanência da Fórmula 1 lá. Então, vieram para o Rio de Janeiro, e o autódromo será construído em seis, sete meses, após o início das obras. De modo que, pela ocasião da Fórmula 1 do ano que vem, ela será realizada no Rio”, afirmou Bolsonaro, durante cerimônia em homenagem ao Dia da Vitória contra o Nazifascismo, no Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial no Aterro do Flamengo.

O Rio de Janeiro não sedia o GP do Brasil de Fórmula 1 desde 1989, quando a prova se mudou de Jacarepaguá para Interlagos. O novo autódromo em Deodoro será erguido em um terreno cedido pelo Exército.

O contrato entre A Fórmula 1 e Interlagos, no entanto, vai até 2020, o que impossibilitaria a mudança para o Rio antes de 2021. O governador de São Paulo, João Doria, e o prefeito Bruno Covas, já falaram, diversas vezes, sobre a intenção de privatizar e renovar o autódromo paulista.

Bolsonaro acredita que a Fórmula 1 no Rio de Janeiro vai estimular o setor hoteleiro e aquecer o turismo da cidade, gerando cerca de 7.000 empregos diretos e indiretos. A estimativa, segundo o prefeito Marcelo Crivella, é de que as obras comecem em menos de dois meses. “Estamos lançando o edital. As empresa terão a oportunidade de apresentar suas propostas. Em 45 dias, vamos abrir os envelopes e a vencedora poderá começar as obras.”

“Sigo comprometido em atrair investimentos, gerar emprego e renda. Assinei, com o presidente Jair Bolsonaro e a prefeitura do Rio, termo de cooperação para a construção de autódromo em Deodoro para a Fórmula 1. O RJ está recuperando credibilidade e voltando ao protagonismo mundial”, escreveu o governador do Rio, Wilson Witzel, no Twitter. Segundo o governo do estado, o autódromo terá capacidade para 130.000 pessoas.

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O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, também falou sobre os planos do governo. “A F1 deixaria o Brasil, mas após a eleição de Jair Bolsonaro tomaram a decisão não só de permanecer, mas de construir um novo autódromo no Rio de Janeiro”, afirmou, no Twitter. Flávio ainda deixou claro que não haverá investimento púbico.  “Dinheiro privado, óbvio”.

Como o Exército cedeu o terreno onde será erguido o autódromo, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, também assinou o termo. Bolsonaro refutou a possibilidade de que as obras causem impactos ambientais e parabenizou as Forças Armadas por preservarem a região. O governador Wilson Witzel assegurou que não há restrições legais para a construção. “Ali pode ser feito o autódromo. E para o meio ambiente é muito melhor, porque terá mais gente cuidando do entorno”.

(com Agência Brasil)

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