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Bola da Copa utiliza material tóxico, acusa Greenpeace

ONG afirma que três grandes marcas desrespeitam normas ambientais

Por Da Redação - 20 Maio 2014, 16h23

O Greenpeace acusou nesta terça-feira três grandes fornecedoras de material esportivo de utilizar substâncias tóxicas em seus produtos. De acordo com o Greenpeace, Adidas, Nike e Puma desenvolveram produtos que não obedecem às normas do protocolo de Kyoto. Entre as peças com elementos nocivos, estão a bola oficial da Copa do Mundo, Brazuca, fabricada pela Adidas, além de chuteiras e luvas das três marcas. Em nota, a Adidas diz que “nenhum dos produtos da empresa oferece risco aos consumidores”: “Todos os resultados publicados e concentração dos componentes estão de acordo com todas as exigências legais.” Ainda na nota a Adidas pede que o Greenpeace divulgue os detalhes de sua metodologia para que a os resultados possam ser verificados com institutos independentes e diz que “não aceitará a tentativa de fazer com que os consumidores acreditem que seus produtos não são seguros”.

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Segundo análises realizadas pelo Greenpeace, as chuteiras da linha Predator, da Adidas, apresentam níveis de perfluorcarbonos (PFCs) 14 vezes maiores que os limites estabelecidos pela própria marca. Os PFCs são compostos que afetam diretamente na questão do aquecimento global, estando na lista de produtos que devem ter seu uso drasticamente reduzido pelos países que assinaram o protocolo de Kyoto.

O Greenpeace informou que os “laboratórios independentes encontraram substâncias químicas perigosas”, além dos PFCs, entre elas “Nonilfenol, Ftalatos e Dimetilformamida (DMF)”. De acordo com a entidade, essas substâncias “ao serem soltas no ambiente afetam a cadeia alimentar e algumas são potencialmente cancerígenas, interferindo no sistema hormonal e causando efeitos negativos sobre a reprodução”.

Sobre a bola Brazuca, o Greenpeace declarou que ela “está contaminada por nonilfenol, uma substância que ao ser lançada no meio-ambiente, libera gases tóxicos para os peixes e outros organismos aquáticos”. Esse elemento foi encontrado também em metade das chuteiras analisadas e nas luvas de goleiro das três marcas.

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Em 17 das 21 chuteiras que foram para a análise e em metade das luvas de goleiro coletadas foram encontrados PFCs iônicos, como o ácido perfluoro-octanoico – uma das categorias mais tóxicas, de acordo com os laboratórios. Em todas as chuteiras também foram encontrados “ftalatos e DMFs”, que, de acordo com o Greenpeace, “interferem na reprodução humana e são nocivos ao entrarem em contato com a pele”. A entidade acusa as três marcas de usarem intencionalmente e em larga escala esses tipos de elementos nocivos, “em contraste com as políticas dos próprios programas das empresas de gestão de substâncias químicas perigosas”.

(Com agência Ansa)

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