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Blatter se esquiva e diz que Fifa prevenirá casos como da ISL

O tribunal de Zug, na Suíça, divulgou os documentos que comprovam que Ricardo Teixeira e João Havelange receberam propina da ISL na década de 90 para oferecer vantagens comerciais à empresa de marketing esportivo com a Fifa. No dossiê, há indícios de que Joseph Blatter, presidente da entidade desde 1998, tinha conhecimento dos pagamentos feitos aos dirigentes brasileiros.

Por meio do site da Fifa, porém, o mandatário se defendeu, apontando que não é acusado de nada no processo que correu na justiça suíça.

‘Foi a Corte Federal Suíça que decidiu fazer a publicação anônima. No que dependesse de mim, o documento todo poderia ser publicado ‘limpo’, para colocar um fim nas especulações de uma vez por todas. Todavia, a Corte federal decidiu que ‘os nomes das partes não acusadas’ deveriam ser anônimos. Eu não sou acusado, então virei anônimo como P1, o que honestamente não é difícil de descobrir’, expli

Blatter também indica que não tinha conhecimento de nenhum crime cometido por Havelange ou Teixeira.

‘Àquela época, esses pagamentos poderiam até ser deduzidos de impostos como gastos empresariais. Hoje, isso seria passível de punição por lei. Você não pode julgar o passado com base nos padrões de hoje. Senão, isso terminaria em justiça moral. Eu não poderia saber de um crime que sequer o era’, alegou.

O mandatário do futebol mundial aproveitou para ressaltar que a Fifa não permitirá que casos de recebimento de propina não voltem a acontecer.

‘Foi por isso que começamos a fortalecer nossos mecanismos de controle: para prevenir que algo assim aconteça no futuro. O Comitê de Ética, que foi criado em 2006 por minha iniciativa, é resultado direito do caso ISL. O processo de reforma está caminhando exatamente nessa direção’, disse.

Sobre a possibilidade de realizar qualquer ação contra os brasileiros, Blatter afirma que não cabe a ele fazê-lo. Logo após deixar a presidência da CBF, Ricardo Teixeira também deixou o Comitê Executivo da Fifa. João Havelange, no entanto, segue fazendo da parte da entidade que comandou por 24 anos.