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Blatter evoca ‘compreensão mútua’ para evitar ingerência política no futebol

Por Norberto Duarte - 5 fev 2012, 18h16

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, evocou neste domingo a necessidade de se buscar uma “compreensão mútua” entre os diferentes atores da sociedade para evitar situações de ingerência política no futebol.

“Deve existir uma compreensão mútua interessante entre as autoridades políticas e as autoridades do futebol”, disse o dirigente.

“A interferência política no futebol é um tema filosófico que podemos discutir o dia todo”, afirmou, durante entrevista coletiva em Assunção, no encerramento de um Congresso Extraordinário da Conmebol.

A entidade sul-americana introduziu em seus estatutos uma regulamentação clara a respeito, que estabelece que cada associação membro nacional tem a obrigação de administrar seus assuntos de forma independente, sem a intromissão de terceiros.

Também estabelece que em nenhum caso os estatutos de uma associação estarão sujeitos a uma revisão prévia de nenhum organismo ou entidade pública.

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Blatter explicou que o futebol mobiliza 300 milhões de participantes ativos, entre jogadores, técnicos, médicos, dirigentes, suas respectivas famílias, além de um bilhão de torcedores, “a sétima parte da população mundial”.

“É um jogo que se joga em campo, mas também fora dele. No campo é mais fácil de controlar porque temos um árbitro, a linha de gol e o limite de tempo. Fora, não temos isso”, destacou.

Blatter lembrou que, com o avanço dos meios de comunicação, este esporte ganhou dimensão universal para se tornar “mais que um jogo”.

“É parte do aspecto social, cultural de um país. Mas também, nos últimos anos, o futebol gera (…) um grande sucesso econômico. É um comércio grande no mundo”, acrescentou.

O presidente da FIFA comentou que uma vez que o futebol abarca os aspectos sócio-culturais e econômicos, “naturalmente também tem uma dimensão política. Aqui entramos no tema das interferências políticas no futebol ou na interferência do futebol na política”.

Segundo ele, se um país, através de sua organização local, deseja participar dos torneios da Conmebol ou da FIFA, “naturalmente tem que respeitar os estatutos da Confederação Sul-americana ou da FIFA e se não o fizer, deve ser excluído”.

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