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Betão conta segredos da Ucrânia: Há uma imagem falsa do país

Por Da Redação Atualizado em 19 jul 2016, 13h37 - Publicado em 7 jun 2012, 20h01

A reclamação de muitos jogadores brasileiros de futebol sobre o inverno da Ucrânia dá a impressão de que o país limita-se a viver debaixo da neve e sem qualquer tipo de possibilidade de integração. No Leste Europeu desde 2008, o zagueiro Betão desmistifica a imagem ucraniana levando em conta, é claro, a natural diversidade existente em todos os países do mundo.

‘As pessoas têm uma imagem falsa da Ucrânia, acham, por exemplo, que é só frio lá. No verão, eu já peguei temperaturas de 37 graus lá’, comenta o defensor do Dínamo de Kiev.

Obviamente, o sangue quente latino encontra obstáculos na adaptação ao estilo reservado do ucraniano e no aprendizado da língua. Mas Betão revela que houve um esforço conjunto entre o governo e a população para apresentar uma imagem positiva na Euro-2012, pois o país recebeu uma série de críticas por manifestações racistas no passado.

‘Na preparação, os ucranianos viveram intensamente a competição. É claro que tiveram dificuldades, mas fizeram mudanças nas ruas, modificaram o alfabeto cirílico para o inglês, a própria população fez cursos para recepcionar bem os visitantes’, explica.

A Ucrânia também traz opções aos fãs da culinária e da moda. Dona de uma história de superação, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial, a capital Kiev, local da decisão marcada para o dia 1de julho, é conhecida por indústrias de alta tecnologia, importantes instituições de educação superior, monumentos históricos famosos e até um respeitável sistema de transporte.

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‘Também posso dizer que há bons restaurantes em Kiev, a carne é boa, se a pessoa quiser se aventurar também há uma sopa famosa de beterraba com repolho. Na avenida principal da capital, as lojas são boas e há a Praça da Independência’, aconselha Betão.

Ao contrário da Polônia que está em um grupo considerado mais fraco na etapa inicial, a Ucrânia demonstra intensa preocupação na missão de buscar a vaga na segunda fase da Eurocopa, uma obrigação para os anfitriões. Integrante do grupo D, o país irá jogar com Suécia, França e Inglaterra.

‘É uma incógnita’, define Betão. ‘A Ucrânia já venceu a Inglaterra em outra oportunidade, mas o que posso falar desse time? Eles são organizados taticamente e motivados. Os destaques do time são o Yarmolenko, que atua comigo no Dínamo, e o Konoplyanka, um jovem do Dnipro’, emenda o brasileiro.

A Eurocopa ainda pode proporcionar um momento especial ao torcedor ucraniano, em função da provável despedida do herói Andriy Shevchenko, que teve uma passagem marcante pelo Milan, da Itália, e foi premiado com a Bola de Ouro da Revista France Football em 2004 como o destaque do continente europeu. Aos 35 anos, o atacante está longe de ostentar a forma dos tempos de auge.

‘Falaram muito sobre o fim da carreira do Shevchenko, mas ele propriamente dito nunca confirmou. Particularmente, acho que será a última competição dele. Eu o vejo em um momento parecido com o Ronaldo no fim da carreira, quando a mente queria fazer algo e o corpo não respondia, mas é um jogador que merece todo respeito’, encerra Betão.

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