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Berrio dedica título do Flamengo aos meninos mortos em incêndio

Tragédia ocorrida em fevereiro, no Ninho do Urubu, terminou com 10 atletas mortos e três feridos, todos das categorias de base do clube

Por Da Redação Atualizado em 24 nov 2019, 16h36 - Publicado em 24 nov 2019, 15h32

O jogador colombiano Orlando Berrio, do Flamengo, foi o único a lembrar dos meninos mortos no incêndio do centro de treinamento Ninho do Urubu, ocorrido na madrugada de 8 fevereiro. A tragédia, que atingiu o CT do Flamengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, deixou dez mortos e três feridos, todos atletas das categorias de base do clube carioca.

Pelo Twitter, Berrio escreveu: “Dedico esse título pra vocês , jamais esqueceremos vocês ! Por vocês e pra vocês”.

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O incêndio começou nos quartos em que dormiam atletas de 14 a 17 anos e se alastrou pelo alojamento. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, não foi possível resgatar nenhum sobrevivente dentro do dormitório, apenas os três que conseguiram sair: Cauan Emanuel Gomes Nunes, 14 anos; Francisco Diogo Bento Alves, 15 anos; e Jonatha Cruz Ventura, 15 anos. Ventura, que teve 30% do corpo queimado passou mais de dois meses internado, saindo do hospital somente no dia 13 de abril.

O CT Ninho do Urubu chegou a ficar interditado de 27 de fevereiro a 11 de março, mas o Flamengo conseguiu liberá-lo após realização de vistorias e a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) junto ao Corpo de Bombeiros com medidas regularizadoras contra incêndio e pânico.

  • Em junho, a Polícia Civil indiciou o ex-presidente do clube Eduardo Bandeira de Mello por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar). Junto com Bandeira de Mello, outras sete pessoas. Os outros indiciados são engenheiros da empresa NHJ, dona da estrutura de contêineres, e outros funcionários do Flamengo, como um técnico em refrigeração e um monitor.

    Ao final do inquérito, os investigadores concluíram que o clube cometeu uma série de falhas que poderiam ter evitado o incêndio. Entre os problemas apontados pela polícia estão: a estrutura incompatível para a finalidade de alojamento – os adolescentes dormiam em contêineres transformados em dormitórios -, ausência de reparos dos aparelhos de ar condicionado instalados nos contêineres, o que provocou o incêndio, e piora nas condições de alojamento das categorias de base.

    O inquérito também apurou que, antes do incêndio, o Flamengo se recusou a assinar um TAC proposto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para que fosse regularizada a situação do CT, além de não cumprir Ordem de Interdição efetuada pela Prefeitura.

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