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Bernardinho: ‘Não foi a estreia brilhante que se esperava’

Após a estreia do Brasil no vôlei masculino, o treinador fala sobre os erros da primeira partida e o próximo adversário

Por Fernanda Thedim - Atualizado em 7 ago 2016, 18h40 - Publicado em 7 ago 2016, 17h44

O nervosismo tomou conta da quadra do Maracanãzinho na manhã deste domingo durante a primeira partida do Brasil no vôlei masculino. Em um primeiro set surpreendente, o placar mostrava a liderança do México, que está fazendo sua estreia nos Jogos Olímpicos na Rio 2016. A partir do segundo set, o jogo dos brasileiros começou a entrar e a equipe liderada por Bernardinho conseguiu virar a partida, fechando por 3 sets a 1. Apesar do susto inicial, o treinador acredita que o time teve maturidade para reverter uma situação adversa e vencer. “Não foi a estreia brilhante que todos esperavam, mas foi uma vitória”, disse Bernardinho, que falou após a partida:

O primeiro set

“Não dá para ter certeza disso, mas a tensão da estreia influenciou nesse momento. De uma forma geral, nosso saque não entrou consistentemente e, em consequência, o sistema defensivo não funcionou bem. Foi gerando aquele nervosismo, em sequencia outros erros aconteceram no ataque e o México conseguiu abrir uma frente e fechar o primeiro set”

Fundamentos falhos

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“Nosso bloqueio não foi pouco eficiente, foi ineficiente mesmo. No primeiro set, não fizemos nenhum ponto de bloqueio, muito em função dessa sequência de erro e do nervosismo em quadra. Bloqueio é algo que você precisa fazer com lucidez. Em geral, pessoas muito emocionais não são de um modo geral bons bloqueadores”

Um ponto positivo

“O time não entrou na espiral do nervosismo. Os jogadores conseguiram jogar um pouco melhor no segundo set e, de certa forma, passaram a acertar mais e comandar a partida dali em diante. Tivemos maturidade em campo para reverter uma situação adversa e vencer”

Jogadores contundidos

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“Não tem uma Olimpíada que eu tenha passado sem a contusão de um atleta. Em 2000, por exemplo, a Fofão não jogou na estreia. Já Em 2004, perdi o Nalbert no ano da Olimpíada. Agora estou com o Maurício Souza lesionado. Ele está melhorando, mas não está apto para a próxima partida com certeza e hoje o Lucão ainda sentiu o joelho. De qualquer forma, eu tenho que trabalhar com as armas que tenho. Dificuldade existe, mas não existe drama”

Pressão da torcida

“Mesmo no primeiro set, quando a perdemos, a torcida ficou a nosso favor. Jogar em casa tem uma pressão sim, mas acho que é esse um ponto positivo. Esperamos poder conquistar cada vez mais a torcida, no sentido de saber jogar com ela, sem ser perfomático em excesso porque isso não cabe nos jogos olímpicos”

Próximo adversário

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“Agora é foco absoluto no Canadá que, mesmo não tendo tanta tradição como os outros times do grupo, está com uma grande equipe. Eles são muito eficientes e estão mostrando um padrão de jogo semelhante ao dos primeiros colocados no ranking mundial”

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