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Em clima de Davis, Bellucci pressiona mas não resiste a Nadal

Brasileiro venceu seu primeiro set contra o espanhol, que virou e avançou à semifinal do torneio olímpico

Foi uma tarde típica de Copa Davis. Gritos, vaias, pressão, provocações. A torcida brasileira fez de tudo para empurrar seu conterrâneo, que apesar da boa atuação, não resistiu à força mental do multicampeão Rafael Nadal, número 5 do ranking mundial. O espanhol suportou tudo e teve tranquilidade para virar, eliminando Thomaz Bellucci em três sets (2/6, 6/4 e 6/2), em duas horas e um minuto de um jogaço que, no final, mereceu os aplausos de pé da torcida que foi à Arena de Tênis, no Parque Olímpico.

Numero 54 do ranking mundial, Bellucci adotou uma estratégia agressiva para tentar fazer algo que jamais tinha conseguido diante de um adversário poderoso. Em cinco confrontos anteriores pelo circuito da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), o brasileiro não tinha conseguido sequer vencer um set. Arriscando todas as bolas, Bellucci logo quebrou o serviço de Nadal na segunda vez que sacou. A torcida pegava no pé de Nadal, que vibrava em seus pontos e era vaiado, algo um tanto impensável para quem assiste tênis.

Quando vencia por 4/2, a arquibancada começou a gritar em coro “Vamos quebrar! Vamos quebrar!” Bellucci quebrou o serviço do adversário e em seguida fechou o set em 32 minutos com um lindo ace: 6/2. O brasileiro, enfim, vencera um set do espanhol.

Mas além da grande condição física, Nadal (que tenta sua segunda medalha de ouro olímpica, depois de ganhar em Pequim-2008) marcou seu nome na história do tênis também por sua capacidade mental. Em momento algum o espanhol de desesperou ou mostrou-se irritado com toda a pressão. Passou a errar menos, trocou bolas e, aos poucos, tomou o controle da partida, fechando o segundo set em 6/4 e levando a decisão para o terceiro.

Nadal aumentou a pressão, passou a bater ainda mais forte e liquidou o jogo em 6/2. A torcida, claro, o aplaudiu muito no centro da quadra. O espanhol atirou bolinhas para a galera e saiu feliz. Afinal, o espírito olímpico já tinha tomado o lugar da atmosfera de Copa Davis outra vez.