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Barcelona: despedaçado, supertime promete voltar ao topo

Imprensa espanhola fala em fim da 'era Barça', mas o clube crê na recuperação

“Não precisamos reforçar o elenco. Temos é que tentar recuperar os jogadores que temos”, disse Tito Vilanova

Na manhã desta quinta-feira, as bancas de jornais da Espanha pareciam decretar o fim da era de domínio do Barcelona no futebol europeu. A derrota humilhante na semifinal da Liga dos Campeões – 7 a 0 para o Bayern no placar agregado dos dois jogos – teria sido um sinal de que os catalães perderam o encanto e agora são um time comum. O jornal Mundo Deportivo, de Barcelona, usou a expressão “triste epílogo” para classificar a partida de quarta, no Camp Nou. O Sport, também da Catalunha, falou em “humilhação” e num Barcelona “atropelado pelos alemães”. O Marca, de Madri, fala que “o Barça de Tito Vilanova desmoronou” e que a equipe, desfalcada de Messi, foi “triturada” em sua própria casa. Ainda assim, tanto o comando técnico como a direção do clube afirmam que ainda é cedo para decretar o declínio da equipe – e estão tão confiantes numa recuperação na próxima temporada que nem sequer pensam em muitas contratações ou mudanças.

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“As mudanças são feitas no final da temporada, e ainda estamos em plena competição. Agora é preciso seguir em frente até que ela acabe e, quando acabar, será o momento de analisar e ver o que fazemos”, declarou Rosell. O presidente do clube catalão destacou a presença do Barcelona em todas as últimas seis semifinais de Liga dos Campeões e considerou exagerado o placar agregado do duelo com os alemães. “Tenho que parabenizar o Bayern porque foi claramente superior a nós e merecidamente estará em Wembley. O placar foi elástico demais, mas isso não tira o reconhecimento de que foram melhores. Mas já estamos há seis anos em semifinais e não é fácil. Estou orgulhoso de como nossos jogadores se comportaram”, garantiu. Para Rosell, a ausência de Barcelona e seu arquirrival Real Madrid pelo segundo ano consecutivo na final da Liga dos Campeões não representa um enfraquecimento do futebol do país. “Duas das quatro equipes da semifinal foram da Espanha. Não há nada de errado com o futebol espanhol. Pelo contrário.”

Brasil de 1970

Holanda de 1974

Santos de Pelé

Real Madrid de Di Stéfano

Milan holandês

Brasil de 1982

Barcelona de Messi

2013: Bayern

Depois de perder duas decisões em três anos – uma delas, em seu próprio estádio -, o Bayern não deixou passar a terceira oportunidade de levantar a taça. Em um clássico alemão, a equipe de Munique derrotou o Borussia por 2 a 1 no Estádio de Wembley.

2012: Chelsea

A equipe londrina surpreendeu e conquistou seu primeiro título contra o Bayern de Munique, na casa do adversário, a Allianz Arena. Didier Drogba foi o grande destaque da final, que foi decidida nos pênaltis depois de empate por 1 a 1 no tempo normal.

2011: Barcelona

Com Messi inspirado e com Pep Guardiola como técnico, o Barça foi campeão no Estádio de Wembley, em Londres, fazendo 3 a 1 no Manchester United. O jogo é considerado uma das melhores da fase de ouro da equipe catalã sob o comando de Guardiola.

2010: Internazionale

O argentino Milito foi o destaque na vitória da equipe italiana sobre o Bayern, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri – fez os dois gols na vitória por 2 a 0 e deu à Inter de Milão um título que não conquistava desde a década de 1960. Mourinho era o técnico.

2009: Barcelona

Eto’o e Messi marcaram os gols da vitória catalã no Estádio Olímpico de Roma, contra o Manchester United de sir Alex Ferguson e da dupla de ataque formada por Rooney e Cristiano Ronaldo. Foi o terceiro título do torneio continental para o Barça.

2008: Manchester United

Na final entre os ingleses, a equipe de Alex Ferguson levou a melhor sobre o Chelsea, no Estádio Luzhniki, em Moscou. No tempo normal, Cristiano Ronaldo abriu o placar e Lampard empatou. Na cobrança de pênaltis, Anelka perdeu e o United comemorou.

2007: Milan

Com grandes atuações de Kaká e Inzaghi, a equipe italiana se vingou da derrota para o Liverpool na final de 2005. A decisão disputada no Estádio Olímpico de Atenas foi totalmente dominada pelo Milan, que conquistou seu sétimo título da Liga dos Campeões.

2006: Barcelona

Com Ronaldinho Gaúcho em grande fase, o Barça era favorito contra o Arsenal no Stade de France, em Paris. Os ingleses saíram na frente com Campbell, mas os catalães viraram com gols de Eto’o e do brasileiro Belletti. Foi o bicampeonato do Barcelona.

2005: Liverpool

Uma das maiores surpresas da história do torneio – não pela vitória da equipe inglesa, clube tradicional na competição, mas sim pela recuperação histórica. O Milan vencia por 3 a 0 no intervalo em Istambul. O Liverpool buscou o empate e venceu nos pênaltis.

2004: Porto

Carlos Alberto e Deco estavam entre os destaques da jovem equipe do Porto treinada por um então desconhecido, José Mourinho. Do outro lado estava outra zebra, o Monaco. A final, disputada em Gelsenkirchen, terminou com vitória dos portugueses, 3 a 0.

2003: Milan

A final entre dois italianos no estádio Old Trafford, em Manchester, foi marcada pelo enorme equilíbrio. Milan e Juventus ficaram no 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Na disputa por pênaltis, Dida defendeu três cobranças e Shevchenko selou a vitória do Milan.

(Com agência EFE e Estadão Conteúdo)