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Banido da NBA por racismo, Sterling pede perdão

Mulher do dono dos Clippers também critica NBA por punições

Donald Sterling, proprietário de Los Angeles Clippers, pediu perdão por seus comentários racistas que levaram a NBA a bani-lo. “Não sou um racista”, disse Sterling a Anderson Cooper, da rede CNN, em trechos de uma entrevista que será transmitida nesta segunda-feira. “Cometi um terrível erro. Estou aqui para pedir perdão”, acrescentou. Já sua esposa, Shelly Sterling, criticou a liga pela intenção de incluí-la na medida tomada contra o empresário.

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Sterling – proprietário que está a mais tempo à frente de uma franquia da NBA (desde 1981) -, foi suspenso para sempre da Liga no dia 29 de abril por comentários racistas revelados pelo portal TMZ. A sanção proibia qualquer tipo de associação de Sterling com a Liga. Além disso, o comissário da NBA, Adam Silver, lhe impôs uma multa de US$ 2,5 milhões, o máximo permitido, e forçará o empresário a vender a equipe por meio do Conselho de Presidentes da Liga. “Sou um bom membro que cometeu um erro, peço desculpas e solicito que me perdoem. Não posso cometer um só erro após 35 anos? Amo minha Liga, amo meus companheiros. Nunca farei de novo”, disse. Para forçar a venda da equipe, os proprietários das demais equipes da NBA devem aprovar a decisão com o voto de 75% deles.

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A NBA emitiu um comunicado pelo qual cortava pela raiz as aspirações de Shelly Sterling em assumir o cargo do marido. “Sob a constituição da NBA, se três quartas partes do Conselho de Governadores decidem que um dos membros deve vender sua participação em uma equipe, o resto de coproprietários dessa equipe também deverão renunciar a sua parte, independentemente de ter vinculação familiar entre eles”, sustentou Mike Bass, porta-voz da Liga. Shelly, através de seu advogado, Pierce O’Donnell, disse que não está de acordo com essa interpretação da constituição da NBA e acrescentou: “Vivemos em uma nação de leis. A lei da Califórnia e a constituição dos Estados Unidos estão acima dessa interpretação”.

(Com agência EFE)