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Ayrton Senna tinha acordo para se aposentar na Ferrari

Presidente da escuderia revela detalhes de conversa pouco antes de acidente

O especial de VEJA

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, declarou nesta quarta-feira que Ayrton Senna iria encerrar a carreira na equipe italiana. “Ele queria a Ferrari e eu o queria em nosso time. Durante a semana do Grande Prêmio de San Marino, nos encontramos na minha casa em Bolonha, no dia 27 de abril de 1994. Conversamos por muito tempo e ele me disse de modo claro que queria encerrar sua carreira na Ferrari, depois de quase termos fechado em anos anteriores”, afirmou Montezemolo à agência de notícias italiana Ansa. Montezemolo deu detalhes sobre a negociação. “Combinamos de nos rever para debater como iríamos superar os vínculos contratuais que ele tinha naquele momento e concordamos que, para um piloto como ele, seria normal terminar sua carreira brilhante e única na nossa equipe. Mas, apesar da negociação, o destino quis levar Ayrton e Roland Ratzemberger em um dos finais de semanas mais tristes da F1.”

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Às vésperas do aniversário de 20 anos da morte do brasileiro, Montezemolo falou sobre o motivo pelo qual Senna queria estar na equipe. “Ele admirava muito a posição que tínhamos adotado contra o excesso da utilização de auxílios eletrônicos que não deixavam transparecer os reais valores dos pilotos.” O executivo falou o que mais admirava em Senna. “Lembro da gentileza e de sua simplicidade, que parecia ser timidez, em um claro contraste com o Senna piloto, um lutador sempre determinado a conseguir o máximo. Sempre admirei o estilo de pilotagem de Ayrton. Como todos os grandes campeões, ele também tinha uma grande vontade de vencer. Não descansava nunca para atingir a perfeição e buscava melhorar continuamente. Era extraordinário para se classificar e também um lutador na corrida, sempre como um geurreiro.”

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A Ferrari anunciou nesta segunda-feira que estará presente ao tributo para Ayrton Senna em Ímola, de quinta a domingo desta semana, A equipe será representada no evento pelos pilotos Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Pedro de La Rosa, além dos jovens da Academia de Pilotos, Jules Bianchi e Renato Bisignani, e também pelo ex-piloto da equipe, Luca Badoer. O evento será aberto com uma missa na Catedral de Ímola, no dia 30, que também vai homenagear o austríaco Roland Ratzenberger, morto um dia antes de Senna. No dia 1º, haverá uma cerimônia na Curva Tamburello, onde Senna sofreu o acidente fatal. Entre as homenagens, haverá uma exposição de carros e de objetos de Senna, que vai inaugurar um museu no circuito, e também uma mostra fotográfica, um jantar beneficente e um jogo de futebol em homenagem ao brasileiro, além de uma corrida de kart, um show musical no paddock, desfile de carros de competição e de veículos antigos, uma corrida a pé e uma de bicicleta.