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Aumenta a pressão na investigação de Lance Armstrong

Pessoas do círculo íntimo de amigos e colegas de Lance Armstrong estão sendo convocadas a testemunhar diante do júri

Por The New York Times 30 set 2010, 18h29

Pessoas do círculo íntimo de amigos e colegas de Lance Armstrong estão sendo convocadas a testemunhar diante de um júri que investiga suspeitas de doping e fraude no ciclismo profissional, ampliando a força da investigação sobre a possível participação de Armstrong nos crimes quando ele corria pela equipe do Serviço Postal americano.

Na manhã de quarta-feira, Allen Lim, um fisiologista da equipe RadioShack que trabalhou em estreita colaboração com Armstrong este ano, testemunhou diante do júri de Los Angeles, segundo a Associated Press.

Lim escreveu em um e-mail enviado à AP que se declarou “aberto e de boa vontade”. A próxima provável testemunha é Kevin Livingston, um ex-ciclista da equipe do Serviço Postal que ajudou o time de Armstrong nos trechos de montanha durante duas das sete vitórias do ciclista americano no Tour de France.

Thom Mrozek, porta-voz da procuradoria dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia, se recusou a comentar o depoimento de Lim, a convocação de Livingston ou qualquer um dos processos do júri, que correm em sigilo.

Nas próximas semanas, no entanto, o júri tende a ficar mais ocupado. Procuradores federais estão preparando uma acusação para janeiro, disseram pessoas próximas às investigações. O júri já ouviu depoimentos de várias pessoas que, a seu tempo, estiveram próximas de Armstrong. O ciclista do Serviço Postal Tyler Hamilton já testemunhou, assim como Stephanie McIlvain, que trabalhou com Armstrong na parceria com a fabricante de óculos Oakley durante os anos em que ele venceu o Tour. Lim e Livingston, no entanto, são as primeiras pessoas que ainda permanecem próximas de Armstrong.

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Na equipe do Serviço Postal americano, Armstrong e Livingston foram clientes do médico italiano Michele Ferrari, acusado de fraude desportiva e imperícia, antes que a condenação fosse anulada depois de uma apelação. Juntamente com um punhado de outros ciclistas, Armstrong e Livingston eram conhecidos por participar de treinamentos conjuntos antes de cada Tour.

Quando abordado na semana passada na loja de bicicletas de Armstrong em Austin, Livingston estava relutante em falar sobre seu envolvimento no caso. “Que investigação?”, disse Livingston. “Desculpe, não sei. Não posso falar sobre isso. Quem mencionou meu nome? Quem disse que eu estou envolvido? Quais ciclistas citaram meu nome?”

Outro ex-ciclista do Serviço Postal, que pede anonimato por medo de represálias por parte de Armstrong, disse que os ciclistas tinham conhecimento do doping que ocorria na equipe – principalmente entre os ciclistas que participaram do Tour e outras provas importantes.

Floyd Landis – vencedor do Tour de 2006, mas destituído do título por doping – disse publicamente que participou de um programa organizado de doping na equipe do Serviço Postal americano, e que Armstrong e outros ciclistas também tomaram parte. Ele participou de um programa de delação premiada em ação contra Armstrong e diretores da equipe do Serviço Postal, defendendo que eles fraudaram o governo americano.

Depois de trabalhar como personal training de Landis, Lim foi contratado pelo que hoje é a equipe Garmin-Transitions, um time americano conhecido por sua dura posição antidoping. Ele deixou a Garmin no final do ano passado para se juntar à equipe RadioSchack.

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