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Atlético espera a mudança de estádio; chance é pequena

Na noite de segunda, a CBF formalizou pedido de mudança do palco do jogo - do Mineirão para o Independência. Mas o retrospecto recente é um obstáculo

Por Da Redação - 16 jul 2013, 08h30

O Olimpia foi beneficiado pelaa mesma decisão que permitiu a Santos e Corinthians a disputa das últimas duas finais no Pacaembu. Assim como o Defensores, o estádio paulistano tem lugar para 40.000 pessoas só na teoria – na prática, o total de ingressos colocados à venda costuma ser bem menor

A CBF formalizou na segunda-feira o pedido para que a final da Copa Libertadores tenha seu palco alterado. A segunda partida entre Atlético-MG e Olimpia, marcada para o dia 24 de julho, quarta-feira que vem, foi colocada no Mineirão por decisão da Conmebol. O clube brasileiro, no entanto, tenta mudar a determinação e levar o confronto para o estádio em que mandou todas as suas partidas na campanha no torneio, o Independência. O primeiro jogo acontece nesta quarta, no Paraguai. “A CBF enviou nesta segunda-feira ofício à Conmebol em que pleiteia o direito de seu filiado Atlético Mineiro exercer no Estádio Independência, em Belo Horizonte, o mando de campo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores da América, no dia 24 de julho, contra o Olimpia”, explicou a entidade em comunicado oficial. O pleito, no entanto, não tem grandes chances de ser bem-sucedido – por culpa, aliás, do retrospecto recente das decisões do torneio, envolvendo justamente dois clubes brasileiros.

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O Atlético-MG disputou todos os seus jogos como mandante nesta Libertadores no estádio do bairro do Horto, onde está invicto há dezenas de jogos. Mas a Conmebol vetou a final no local porque a arena não tem a capacidade mínima de 40.000 lugares para receber um jogo deste porte. O Independência pode receber somente 25 mil torcedores – o Mineirão tem capacidade para 65 mil. A CBF argumenta que a decisão da Conmebol é injusta, já que a primeira partida da decisão será disputada no Defensores Del Chaco, em Assunção, com menos de 36.000 ingressos vendidos. “Assim como o Olimpia vai jogar na sua casa, o Defensores del Chaco, que também não tem capacidade para 40.000 pessoas, o Atlético tem o direito de exercer o seu mando de campo”, chegou a dizer o presidente da CBF, José Maria Marin, no sábado. A diferença é que o Defensores tem, pelo menos no papel, lotação máxima de 40.000 pessoas. Por motivos de segurança, e para manter uma separação entre as torcidas, o Olimpia não vende a carga total de ingressos.

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Marin garantiu que estará presente em Assunção para acompanhar o primeiro jogo da final. O dirigente deve aproveitar a ida à cidade onde fica a sede da Conmebol para reforçar a pressão sobre a entidade. Ele assistirá à partida ao lado do residente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, e eles deverão se encontrar com o novo mandatário da Conmebol, o uruguaio Eugenio Figueredo Aguerre, para tentar definir a questão. O maior obstáculo no caminho do clube mineiro é o passado recente da competição. Em nenhuma edição da Libertadores nos últimos anos a Conmebol abriu exceção para casos como o do Independência. Por outro lado, o Olimpia foi beneficiado por exatamente a mesma decisão que permitiu a Santos e Corinthians a disputa das últimas duas finais no Pacaembu. Assim como o Defensores, o estádio paulistano tem lugar para 40.000 pessoas só na teoria – na prática, o total de ingressos colocados à venda costuma ser bem menor. Ou seja: se depender do passado recente, o Atlético terá de se conformar em jogar no Mineirão.

(Com Estadão Conteúdo)

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