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Atlético de Madri é campeão espanhol 18 anos depois

Equipe empatou por 1 a 1 com o Barcelona e fez a festa no Camp Nou

Por Da Redação - 17 Maio 2014, 15h12

A irretocável temporada do Atlético de Madri foi coroada neste sábado com o título do Campeonato Espanhol: o time empatou em 1 a 1 contra o Barcelona, no Camp Nou. O gol do uruguaio Diego Godín, aos três minutos da segunda etapa, pôs fim ao jejum de 18 anos do clube sem conquistar a liga.

A partida teve contorno dramático. O brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa deixou o gramado chorando aos 12 minutos de partida. Oito minutos mais tarde, o meia turco Arda Turam, camisa dez do Atlético, também saiu contundido. Apesar dos desfalques, a equipe comandado pelo argentino Diego Simeone mostrou a bravura que o caracterizou por toda a temporada e segurou o resultado que lhe dava o título.

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O clube catalão havia praticamente desistido de brigar pelo título depois da derrota para o modesto Granada, em 12 de abril. No entanto, tropeços de Atético e Real Madrid deram nova vida ao Barcelona, que chegou à última rodada precisando de apenas uma vitória simples em casa contra o líder para conquistar o bicampeonato. O Barcelona entrou em campo bastante motivado por causa da renovação milionária de Lionel Messi e dos retornos de Gerard Piqué, Jordi Alba e Neymar – o brasileiro entrou apenas na segunda etapa e não conseguiu salvar o Barcelona. .

O contestado técnico Tata Martino optou por escalar Messi e Alexis Sánchez. Martino ainda surpreendeu ao sacar Xavi da equipe titular e utilizar Fábregas como seu principal criador. O Barcelona se beneficiou do baque emocional do adversário com as contusões de dois dos principais jogadores do adversário e abriu o placar aos 33 minutos: Sánchez aproveitou lance de Messi na ponta direita da área e acertou um belo chute, no ângulo do belga Courtois.

A reação do Atlético de Madri veio depois do intervalo: logo aos três minutos da segunda parte, o zagueiro uruguaio Godín se aproveitou da conhecida fragilidade do Barcelona nas bolas aéreas e, de cabeça, empatou. Precisando da vitória, Martino rapidamente chamou Neymar, que entrou no lugar de Pedro. O brasileiro, que não atuava há mais de um mês, teve dificuldades para furar a retranca formada por Simeone e praticamente não tocou na bola. Nos minutos finais, o Barçelona foi com tudo para cima, mas abusou dos cruzamentos e praticamente não teve chances claras de gol. O Atlético segurou a pressão e respirou aliviado até 48 minutos do segundo tempo.

O Atlético de Madri não conquistava o Campeonato Espanhol desde a temporada 1995-96, quando Simeone ainda era jogador da equipe. O time chegou a 70 pontos e terminou três à frente dos favoritos Barcelona e Real Madrid. Como se não bastasse o feito histórico, o Atlético ainda lutará pela inédita conquista da Liga dos Campeões, contra o rival Real Madrid, no dia 24, em Lisboa. Na única vez em que chegou à decisão, há exatos 40 anos, o Atlético foi derrotado pelo Bayern de Munique.

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Sul-americanos – O inesperado título do Atlético teve como marcas fundamentais a garra e o comprometimento de seus atletas, sobretudo da ala sul-americana do elenco. Além do artilheiro sergipano Diego Costa, o clube de Madri contou com ótimas atuações de dois brasileiros nesta liga: titulares absolutos, o zagueiro Miranda e o lateral- esquerdo Filipe Luís. O meia Diego, ex-Santos, também marcou gols importantes, sempre entrando na segunda etapa. Com um orçamento amplamente inferior ao de Barcelona e Real, o Atlético apostou em jogadores discretos e eficientes, como Gabi, Raúl Garcia, Godín e o jovem Koke, cria das categoria de base e revelação do campeonato. O goleiro belga Courtois e o meia turco Arda Turam deram um salto de qualidade no elenco e também chamaram a atenção de grandes clubes europeus. Quem ficará eternizado como herói desta conquista, no entanto, será o argentino Diego Simeone. O treinador conseguiu transportar a seus atletas o espírito lutador, uma marca em sua vitoriosa carreira como jogador, e se consolidou como um dos melhores técnicos da nova geração. Na comemoração, Simeone dedicou o título a Luís Aragonés, ex-jogador, treinador e símbolo do clube, que morreu em fevereiro deste ano, aos 75 anos.

Martino – Ao final da partida, o treinador argentino Gerardo Tata Martino confirmou o que já se sabia há muito tempo: ele não irá permanecer no cargo na próxima temporada. “Queria comunicar que deixei de ser treinador do Barcelona. Agradeço pela confiança e sinto não ter alcançado os objetivos. Deixo meu profundo reconhecimento aos atletas. Foi um orgulho treinar esta instituição”, despediu-se Tata, no Camp Nou. O favorito para assumir o posto é o ex-atacante do Barça, Luis Enrique, que já deixou o comando do Celta de Vigo.

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