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Atleticanos se emocionam com segunda virada no Mineirão

Técnico Levir Culpi e artilheiro Tardelli dizem que o momento do time é 'fora do normal'. No Flamengo, Luxemburgo lamentou o recuo excessivo de sua equipe

Por Da Redação - 6 nov 2014, 07h43

“Inacreditável. O impossível para a gente não existe”, disse Tardelli. “Foi um jogo épico, diferente de todos”, completou Levir Culpi

Depois da segunda virada improvável em menos de um mês, os jogadores e a comissão técnica do Atlético-MG admitem: há algo “fora do normal” com a equipe nesta reta final de temporada. Foi esse o termo usado tanto pelo treinador Levir Culpi como pelo artilheiro Diego Tardelli para comentar a incrível vitória de quarta-feira, no Mineirão, sobre o Flamengo, 4 a 1, que garante a equipe em sua primeira final de Copa do Brasil. Assim como no duelo com o Corinthians, nas quartas de final, o Atlético perdeu por 2 a 0 na ida e ainda saiu atrás no placar na volta, em casa. De novo, o time precisava de nada menos de quatro gols – e conseguiu, diante de uma torcida enlouquecida em Belo Horizonte. Aliás, o apoio do público, com o já famoso grito de “eu acredito”, foi apontado como decisivo pela equipe.

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“Foi um jogo épico, diferente de todos. O grito dos torcedores dizendo que acreditavam criou uma empatia, uma fusão com o time, e isso o Flamengo não conseguiu conter. O momento é de parabenizar a torcida, todo o elenco e as pessoas que estão fazendo o Atlético-MG de hoje, porque a classificação foi um negócio que vai ficar marcado”, disse Levir Culpi, que teve dificuldades para explicar os feitos recentes do time. “Eu estou há quarenta anos no futebol. Tento explicar algumas coisas e não consigo. Não sei o que acontece em algumas situações. O que eu sei é que estou muito feliz com o grupo, que está muito concentrado. Apesar dos problemas que tivemos, 98% dos jogadores estão completamente focados, e isso é elogiável”, afirmou, fazendo referência ao afastamento de Jô, André e Emerson Conceição por indisciplina.

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Tardelli também ficou emocionado ao falar sobre a façanha atleticana. “Inacreditável. O impossível para a gente não existe. Parabéns a todo mundo pela raça, pela vontade, pela alma, pelo espírito dentro de campo. Todo mundo saiu sentindo dores, mas conseguiu sua recompensa, e isso é o gostoso do futebol. Este momento vale a pena”, contou. Assim como o técnico, Tardelli disse que a força da torcida no Mineirão é capaz de definir partidas. “Em momentos decisivos, todo mundo sabe que enfrentar o Atlético aqui em casa é muito difícil. Foi um jogo complicado, o Flamengo vendeu caro, mas a gente lutou bastante para conseguir esses quatro gols e a vaga na final. Fomos um time de guerreiros e vamos comemorar essa final inédita.”

Recuo – Entre os flamenguistas, a decepção pela eliminação, que encerrou o sonho do bi na Copa do Brasil, foi difícil de esconder. O técnico Vanderlei Luxemburgo lamentou o fato de sua equipe ter recuado demais depois de marcar o primeiro gol, mas preferiu exaltar a boa atuação dos donos da casa. “Não tentamos administrar, nada disso. No Brasil, sempre tentamos colocar defeito nosso, mas temos que valorizar o adversário. Tivemos chances durante o jogo e fizemos o gol com o Everton. Mas não vou desvalorizar o adversário nem culpar o time. O Atlético-MG chegou com mérito para a decisão, pois conseguiu fazer uma grande partida.” Sem chance de título na temporada, Luxemburgo acha que fechará o ano com saldo positivo, pois a grande meta era evitar o rebaixamento no Brasileirão. “Era o objetivo principal. Perdemos o bônus, que era a Copa do Brasil.”

(Com agência Gazeta Press)

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