Atletas do Arsenal são indiciados e liberados após acordo

Sete jogadores foram envolvidos no confronto com a PM ocorrido depois do jogo com o Atlético-MG. Juíza propôs 'transação penal' e converteu pena por desacato, lesão corporal e danos à propriedade em multa de R$ 38 mil

Por Da Redação - 4 abr 2013, 06h31

A confusão provocada por jogadores do Arsenal de Sarandí após a goleada por 5 a 2 sofrida diante do Atlético-MG acabou saindo barata para o clube argentino. Depois de provocarem um confronto com a Polícia Militar de Minas Gerais, agredirem policiais, ao menos um jornalista e até mesmo a comandante da corporação, a coronel Cláudia Romualdo, sete atletas do Arsenal foram indiciados por desacato à autoridade, lesão corporal e danos à propriedade. Mas a pena, que poderia resultar até mesmo em detenção conforme o Código Penal, acabou convertida em multa de 38.000 reais. A juíza Patrícia Froes, que conduziu a audiência emergencial no Estádio Independência, em Belo Horizonte, decidiu aplicar uma “transação penal”, acordo entre as partes previsto para crimes de menor potencial ofensivo.

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Do valor da multa, ficou acertado que 26.000 reais serão pagos ao Minitério Público, que repassará a quantia a instituições filantrópicas. Um jornalista agredido com uma cadeirada receberá 4.000 a título de indenização, enquanto policiais que sofreram lesões vão dividir os 8.000 reais restantes. O dinheiro para pagamento da multa foi emprestado ao Arsenal pela diretoria do Atlético-MG.

Os jogadores indiciados foram os identificados pelas imagesn da TV como os responsáveis pela confusão: Ortíz, Pérez , Nervo, Benedetto, Marcone e Céliz (que ficou toda a partida no banco de reservas, embora não estivesse relacionado na escalação). Um sétimo atleta envolvido não teve a identidade confirmada, mas tudo indica que seja o meia-atante Aguirre.

Jogadores do Arsenal de Sarandí e policiais entram em confronto no estádio Independência Jogadores do Arsenal de Sarandí e policiais entram em confronto no estádio Independência

Jogadores do Arsenal de Sarandí e policiais entram em confronto no estádio Independência /

Junto com o restante da delegação do Arsenal de Sarandí, eles deixaram o Estádio Independência após as 5 horas e devem voltar nesta quinta-feira a Buenos Aires, em horário ainda não confirmado – o voo orginal estava previsto para decolar à 1h30, mas a equipe foi impedida de deixar o estádio para ser ouvida e responsabilizada pela confusão.

Pancadaria – A pancadaria começou após o apito final. Reclamando de um pênalti mal marcado para o time da casa, os argentinos partiram para cima do juiz paraguaio Enrique Cáceres e precisaram ser contidos pela Polícia Militar. Jogadores e policiais acabaram entrando em confronto, com trocas de chutes e socos, e a confusão se arrastou até os vestiários, onde cadeiras foram usadas como armas.

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A coronel Cláudia Romualdo tentou explicar a situação: “O que eu presenciei foi a minha organização com os policias para que os atletas pudessem acessar os vestiários com segurança, por isso fizemos um cordão de isolamento. Quando eles passaram pela polícia, inexplicavelmente, começaram com as agressões”, contou, afirmando ainda que não se disparou tiros nem se utilizou gás contra os atletas.

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“‘Isso não combina com o esporte. Evidentemente, quando sai da esfera do esporte, as providências devem ser tomadas. O que quer que seja a decisão a ser tomada, ela será tomada ainda hoje (madrugada de quinta)”, garantiu a coronel. No entanto, ela evitou comentar que tipo de providência poderia ser tomada quanto aos jogadores. “É preciso colher informações para poder relatar ao delegado e identificar o tipo de crime que foi cometido. Depois disso, o delegado pode submeter as providências ao promotor e este à juíza”, relatou.

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O tenente-coronel da PM mineira Cícero Nunes, que trabalhava no jogo, afirmou em entrevista à TV que a atitude dos jogadores do Arsenal são consideradas crimes. “Ocorreram fatos que são crimes e que não aconteceram durante o espetáculo do futebol, foi posterior. Eles têm que ser responsabilizados por isso”, afirmou.

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