As coincidências que ligam os títulos da Espanha nas Copas de 2010 e 2026
Da campanha após um tropeço na estreia ao gol do título na prorrogação, título repete roteiro do primeiro mundial
O bicampeonato mundial da Espanha foi decidido com um roteiro que lembrou, em diversos detalhes, a conquista inédita de 2010. Assim como há 16 anos, o gol do título saiu apenas no segundo tempo da prorrogação e o adversário terminou a final com um jogador expulso. As coincidências, porém, começaram muito antes da decisão e se estenderam por toda a campanha.
Na decisão de 2010, Andrés Iniesta marcou o gol do título aos 116 minutos da prorrogação contra a Holanda. Neste domingo, Ferran Torres também balançou as redes apenas na segunda etapa do tempo extra para definir a vitória sobre a Argentina. As duas finais terminaram empatadas sem gols no tempo regulamentar.
Os adversários também repetiram o roteiro. Em 2010, a Holanda perdeu John Heitinga por expulsão na prorrogação. Em 2026, a Argentina igualmente terminou a decisão com um jogador a menos após receber cartão vermelho.
Coincidências desde o início
As coincidências começaram ainda na primeira fase. Em 2010, a Espanha estreou com derrota por 1 a 0 para a Suíça. Em 2026, empatou sem gols com Cabo Verde antes de iniciar a reação rumo ao título.
Nas duas ocasiões, a seleção chegou ao Mundial como atual campeã da Eurocopa e confirmou o favoritismo ao conquistar também a Copa do Mundo.
A consistência defensiva também marcou as duas campanhas. Em 2010, a Espanha sofreu apenas dois gols durante todo o torneio. Em 2026, a dupla formada por Laporte e Cubarsí chegou à final tendo sido vazada apenas uma vez.
Até fora de campo houve paralelos. Nas duas conquistas, o treinador espanhol tinha 65 anos. Coincidentemente, José Mourinho também foi anunciado como técnico do Real Madrid em 2010 e em 2026.







