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As apostas de Dunga, nem sempre vencedoras, na seleção

<p>Entre 2006 e 2010, treinador conquistou títulos, mas foi bastante contestado</p>

Por Da Redação Atualizado em 11 jan 2022, 19h41 - Publicado em 22 jul 2014, 11h02

Em sua primeira passagem pela seleção brasileira, entre 2006 e 2010, Dunga recebeu a missão de implantar ordem em uma equipe marcada por sua displicência na Copa do Mundo da Alemanha. Foram-se os medalhões – Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo, entre outros – e ganharam espaço jogadores menos brilhantes, porém disciplinados e, sobretudo, eficientes. Os resultados foram bons: em 60 partidas, 42 vitórias, doze empates e seis derrotas, com aproveitamento de 76,6% dos pontos e dois títulos conquistados, a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009 – além da medalha de bronze na Olimpíada de Pequim-2008. Vitórias sobre Argentina e Itália elevaram o moral de Dunga, que jamais havia trabalhado como treinador, mas isso não o livrou de críticas, sobretudo em relação a vários convocados.

Era Dunga (2006-2010)

Jogos: 60

Vitórias: 42; Empates: 12; Derrotas: 6

Jogadores que mais atuaram:

Gilberto Silva: 54 partidas; Robinho: 53; Maicon: 51

Artilheiros:

Luiz Fabiano: 22 gols; Robinho: 21; Kaká: 14

Estreia:

Noruega 1 x 1 Brasil, Oslo, 16/8/2006 (amistoso)

Despedida:

Brasil 1 x 2 Holanda, Port Elizabeth, 2/7/2010 (quartas da Copa de 2010)

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Principais vitórias:

Brasil 3 x 0 Argentina, Londres, 3/9/2006 (amistoso)

Brasil 6 x 1 Chile, Puerto La Cruz, 7/7/2007 (Copa América)

Brasil 3 x 0 Argentina, Maracaibo, 15/7/2007 (Copa América)

Brasil 6 x 2 Portugal, Brasília, 19/11/2008 (amistoso)

Uruguai 0 x 4 Brasil, Montevidéu, 6/6/2009 (Eliminatórias)

Brasil 3 x 0 Itália, Pretória, 21/6/2009 (Copa das Confederações)

Argentina 1 x 3 Brasil – Rosário, 5/9/2009 (Eliminatórias)

Em quatro anos, Dunga apostou em jogadores pouco badalados. Alguns se sobressaíram, como Elano e Luis Fabiano, mas outros, como Afonso Alves, Vagner Love e Josué, pouco fizeram pela seleção. Houve ainda casos de jogadores que caíram no ostracismo após serem convocados (alguns nem chegaram a jogar, como Gladstone, Morais, Bobô e Jonatas). Dunga ainda foi criticado por não apostar em promessas, àquela época, como os jovens Neymar (tinha 18 anos em 2010) e Paulo Henrique Ganso, e dar preferência a jogadores com muito menos destaque na Copa da África do Sul, como Grafite e Kleberson.

Dos convocados por Dunga em 2010, apenas cinco estiveram no Mundial deste ano (Júlio César, Maicon, Daniel Alves, Thiago Silva e Ramires) e alguns na faixa dos 30 anos, chamados por Dunga, sequer foram cogitados por Luiz Felipe Scolari – Diego Ribas, Anderson, Rafael Sóbis, Richarlysson, entre outros. O relacionamento tumultuado com parte da imprensa também foi uma das marcas de Dunga em sua primeira passagem, que terminou após a derrota para a Holanda, nas quartas de final do Mundial.

Mas Dunga também teve acertos, como por exemplo chamar Luis Fabiano, Elano e Júlio Baptista, peças-chave no seu esquema mas pouco aproveitados na gestão de Carlos Alberto Parreira. Dunga ainda abriu mão de Ronaldinho Gaúcho e Adriano, dois remanescentes do Mundial de 2006, que deixavam a desejar como profissionais dentro e fora de campo. Kaká e Robinho assumiram a responsabilidade de dar a qualidade técnica necessária a uma equipe baseada em disciplina tática e solidez defensiva. O goleiro Júlio César e o volante Felipe Melo também tiveram atuações acima da média, mas ficaram marcados por suas falhas na eliminação contra os holandeses – Júlio César saiu mal no primeiro gol e Felipe Melo foi expulso depois de pisar na perna de Robben.

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