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Arthur Nory: ‘O Brasil é uma das potências mundiais na ginástica’

<p>Primeiro campeão mundial do país na barra fixa exaltou o trabalho da equipe masculina, que conquistou a vaga para os Jogos de Tóquio-2020</p>

Por Alexandre Senechal Atualizado em 11 jan 2022, 17h03 - Publicado em 15 out 2019, 09h29

O histórico vitorioso do Brasil na ginástica artística ainda é recente. O primeiro ouro em Mundiais só veio em 2003, com Daiane dos Santos, no solo. Arthur Nory foi apenas o quinto brasileiro a subir no lugar mais alto do pódio. O feito aconteceu no último domingo 13, em Stuttgart, na Alemanha. A conquista do atleta paulista de 26 anos surpreende pelo aparelho: a barra fixa. Tirando Arthur Zanetti, ouro olímpico em Londres-2012 nas argolas, a tradição nacional é de se destacar nas apresentações do solo – o próprio Nory conquistou o bronze na Rio-2016 na prova. A conquista inédita e a classificação da equipe masculina para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 serviram de combustível para o ginasta colocar o time brasileiro entre os principais do mundo.

“A ginástica masculina do Brasil começou com o Diego Hypolito e o Arthur Zanetti. Isso fez a gente acreditar mais. A equipe se uniu bastante e hoje está como uma das grandes potências mundiais. Estamos colhendo os frutos desse trabalho”, afirmou Arthur Nory em entrevista por telefone a VEJA no dia seguinte à conquista. Dias antes, time masculino do Brasil garantiu a vaga para os próximos Jogos Olímpicos ao ficar com o 10º lugar do Mundial de Ginástica Artística.

A classificação não garante a presença de Arthur Nory em Tóquio no ano que vem. A comissão técnica irá convocar os quatro atletas que irão defender as cores do país nas Olimpíadas. Humilde, o novo campeão mundial disse que espera estar entre os escolhidos, apesar de ser nome quase certo por ser um dos melhores ginastas do país na barra fixa e no solo. “Só vamos saber quem serão os atletas ano que vem, mas já estou me preparando e focado nisso”.

Nory revelou que estava um pouco nervoso na manhã da final da barra fixa, mas ficou tranquilo quando descobriu que seria o quinto entre os oito finalistas a se apresentar. Isso permitiu que ele e o treinador Cristiano Albino escolhessem uma série mais simplificada para a final. “A ideia era executar os movimentos da melhor forma possível para poder chegar à medalha. Acabou dando certo e foi só felicidade”, celebrou.

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Amizade com Simone Biles 

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O Mundial de Ginástica Artística foi histórico para outra ginasta. A americana Simone Biles conquistou dois ouros e se tornou a maior medalhista da história da competição com 25 conquistas: 19 ouros, três pratas e três bronzes. A atleta de 22 anos é amiga do brasileiro e a relação dos dois causou até boatos de que eles estariam namorando durante a Olímpiada do Rio – algo refutado por ele na época. Nory falou sobre as conquistas de Biles.

“Ela é um ser humano incrível, iluminado, abençoado. É realmente um mito, um ícone do esporte. Tenho uma admiração muito grande por ela. É um exemplo. Um ídolo para mim”, elogiou o amigo. De acordo com Arthur Nory, eles só se encontram uma vez por ano, durante o Campeonato Mundial e ele ainda não a ensinou a falar nenhuma palavra em português.

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