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Argentina favorecida? As ‘provas’ de que os hermanos foram ajudados na Copa

Atual campeã venceu o Egito nas oitavas de final em jogo marcado por fortes reclamações dos adversários

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jul 2026, 18h51 | Atualizado em 10 jul 2026, 14h42
Argentina favorecida? As ‘provas’ de que os hermanos foram ajudados na Copa Priorizar nos meus resultados Google

A Argentina se prepara para enfrentar a Suíça nas quartas de final da Copa do Mundo neste sábado, 11, às 22h (horário de Brasília). A atual campeã mundial passou com 100% de aproveitamento na fase de grupos, sofreu contra Cabo Verde e o Egito no mata-mata, mas chegou entre as oito melhores do torneio. Porém, não seria a Argentina em Copa do Mundo sem polêmicas pelo caminho.

Não expulsão de Messi

No jogo de estreia, Messi deu entrada dura em Mandi, da Argélia. O camisa 10 deu com as travas da chuteira na panturrilha do adversário, motivo de reclamação por expulsão dos argelinos. O árbitro polonês Szymon Marciniak marcou a falta, mas não puniu o capitão argentino com cartão, e o protocolo de revisão do VAR não foi acionado.

A comentarista de arbitragem da ESPN, Renata Ruel, considerou o lance para expulsão já que Messi “coloca em risco a integridade física do adversário e isso caracteriza ‘jogo brusco grave’ e expulsão”.

Seu companheiro de emissora e ex-árbitro de Copa do Mundo, Carlos Eugênio Simon também enxergou erro do juiz de campo por não ter punido o jogador, porém, um cartão amarelo seria suficiente: “O lance é para cartão amarelo, por não levar em conta a integridade física do adversário. Não é cartão vermelho porque não há uso de força excessiva.”

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Messi seguiu em campo sem cartões e marcou um hat-trick que garantiu a vitória por 3 a 0 sobre a Argélia.

Pênaltis a favor

No segundo jogo contra a Áustria, a Argentina teve um pênalti marcado a seu favor, assim como contra a Jordânia no jogo seguinte e contra o Egito nas oitavas de final. Somadas as três marcações, a Albiceleste dispara a seleção com mais pênaltis marcados a seu favor, considerando a Copa do Mundo de 2022 até as oitavas de final da atual. São oito pênaltis no total, três neste Mundial, e cinco na campanha campeã há quatro anos.

Os números chamam a atenção pela disparidade em relação às outras seleções. A Inglaterra, segunda colocada na estatística, teve quatro penalidades marcadas; Brasil, França e Portugal são os terceiros colocados com três pênaltis para cada no mesmo período.

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Vista aérea de um goleiro de uniforme amarelo mergulhando para agarrar uma bola de futebol perto da trave, enquanto um jogador de camisa branca corre no campo verde com outra bola
Messi desperdiça pênalti contra Egito (Dan Mullan/Getty Images)

Para alívio dos adversários da Argentina neste Mundial, Messi, cobrador titular pelos hermanos desperdiçou as suas duas cobranças, contra a Áustria e o Egito. Lautaro Martínez foi quem cobrou e converte sobre a Jordânia.

Reclamações egípcias

Mas não adiantou o pênalti perdido para acalmar os ânimos egípcios depois das oitavas de final. O Egito vencia a partida por 1 a 0, quando Zico ampliou o placar aos 12 minutos do segundo tempo. O gol, porém, foi anulado por conta de uma falta no início da jogada, sinalizada pelo VAR.

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O próprio Zico ainda fez um gol válido para abrir 2 a 0 para os Faraós, mas a Argentina correu atrás do prejuízo e, aos 38 minutos do segundo tempo, empatou a partida. Aos 45 minutos, o camisa 10 egípcio, Mohamed Salah foi derrubado dentro da área argentina, mas nada foi marcado. Na sequência do lance, Enzo Fernández marcou o gol da virada, vitória e classificação argentina.

Homem careca de pele clara, vestindo camiseta preta, grita com a boca aberta e puxa a gola da camisa, em um evento esportivo. Ao fundo, um homem negro com boné e colete, e uma mulher de costas com blazer azul, observam
Hossam Hassan reage após o fim de Argentina 3 x 2 Egito: injustiça (Buda Mendes/Getty Images)

O técnico Hossam Hassan discordou das marcações do árbitro [xx], e reclamou com ele ainda dentro de campo. Em entrevista pós-jogo, explicou o que disse ao francês: “O que eu disse ao árbitro foi apenas que isso é injusto. Eu só estava dizendo que isso é injusto. Eu estava dizendo que talvez ele tivesse um placar em mente. Talvez ele tenha algo a esconder. Quem tem algo a esconder, às vezes falha em esconder o que está escondendo. Isso foi exatamente o que eu senti durante aquela conversa.”

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Sobre o lance do gol egípcio anulado, a analista Renata Ruel considerou um novo erro da arbitragem que favoreceu os argentinos: “Pelo critério adotado, não é falta. A questão é o VAR entender isso. Pode entrar e sugerir revisão? Pode. Possível infração. Mas foi um erro claro e óbvio para sugerir revisão? Dentro dos critérios que o árbitro adotou no campo de jogo (não).”

Comentarista da TNT Sports, Vitor Sérgio Rodrigues discordou com a colega e considerou corretas as marcações de arbitragem. No entanto, no lance do terceiro gol argentino, apontou que apesar do lance em cima de Salah ter sido legal, houve uma disputa de bola ilegal entre Mac Allister e Fathi, também dentro da área argentina, e que deveria ter sido marcado pênalti. No entanto, o árbitro não foi acionado pelo VAR como no lance favorável a Argentina.

Para a seleção que se vangloria da Mão de Deus de Maradona, é pouco surpreendente a campanha apoiada em lances com ajuda da arbitragem.

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