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Árbitro que se machucou em aula de VAR vai apitar a final da Copa América

O chileno Roberto Tobar vai comandar a arbitragem na partida entre Brasil e Peru no Maracanã

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) escolheu a equipe de arbitragem para a final da Copa América. O chileno Roberto Tobar vai apitar a decisão entre Brasil e Peru no próximo domingo, 7, no Maracanã. O árbitro coleciona polêmicas dentro e fora de campo e passou por uma situação curiosa: se machucou num curso de capacitação do VAR antes das quartas de final da Copa Libertadores da América de 2017.

Tabela completa da Copa América 2019

Tobar estava escalado para apitar o confronto de volta entre River Plate e Jorge Wilstermann há dois anos. Como a fase seguinte da Libertadores teria o uso do árbitro de vídeo, o chileno teve que passar pelo curso e teve uma “lesão” em uma das aulas, como se limitou a explicar a Conmebol na época. Ele foi substituído pelo compatriota Julio Bascuñan – que será o árbitro de vídeo de Brasil e Peru.

O árbitro coleciona algumas polêmicas na carreira. Em 2016, foi acusado por ameaça de agressão em duas oportunidades. No jogo entre São Paulo e The Strongest pela Libertadores, em La Paz, houve um confronto generalizado após o apito final e os jogadores bolivianos acusaram Roberto Tobar de chamá-los para a briga. A outra situação envolveu um jogador do Deportes Iquique, que, ao reclamar de um pênalti marcado, disse que ouviu do árbitro que “apanharia” depois de um jogo pelo Campeonato Chileno.

Roberto Tobar já chegou até a ser afastado por um grande escândalo do futebol chileno em 2012. Um esquema comandado pela chefia de arbitragem do país reunia árbitros para jogar cartas. O derrotado era escalado em jogos menores e teria que dar o pagamento para quitar as despesas da noite. O chamado “Clube do Pôquer” rendeu oito meses de suspensão para Tobar.

O duelo decisivo da Copa América terá Roberto Tobar no apito, auxiliado pelos também chilenos Christian Schiemann e Claudio Rios. O trio paraguaio comandado por Mario Diaz de Vivar, e com Eduardo Cardozo e Dario Gaona como bandeiras, estará na disputa de terceiro lugar entre Argentina e Chile.