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Após vitória, Leão ironiza: ‘Aprendi dirigir a Ferrari’

Por AE

São Paulo – O técnico Emerson Leão teve motivos em dobro pra ficar “muito satisfeito” com a vitória do São Paulo sobre o Santos, neste domingo, no Morumbi. A felicidade vem não apenas pelo fato de o time ter feito uma grande partida, a sua melhor no ano, ter vencido um rival direto e encerrado a sina em clássicos. Mas também porque Lucas, bastante criticado por ele uma semana antes, fez uma partida memorável.

Tanto é que na entrevista coletiva pós-jogo, logo em sua primeira resposta, Emerson Leão provocou o empresário de Lucas, Wagner Ribeiro, que durante a semana disse que Lucas era uma Ferrari na mão de quem não sabia dirigir. “Esta semana eu fiz auto escola e aprendi a dirigir a Ferrari”, se vangloriou o treinador, irônico como sempre.

Leão foi só elogios à equipe. “O São Paulo fez um jogo excelente. Estou muito satisfeito. Satisfeito em como o time correu, como o time se empenhou, como se abraçou depois dos gols, como o Lucas se empenhou”, disse o treinador. Para ele, o São Paulo teve condições de matar o jogo com 25 minutos do primeiro tempo. Mas as diversas chances perdidas não foram grande problema. “Nós defendíamos corretamente e atacávamos melhor ainda. Construímos coisas boas em termos de destruição do adversário.”

O treinador também explicou a substituição de Luis Fabiano por Edson Silva, já no segundo tempo. De acordo com Leão, a orientação de recuar a equipe vinha desde a parada técnica. “Falei para ele: ‘é um na frente, o resto tudo atrás. O Fabiano fica na frente, todos os outros trabalham’.” O técnico tricolor lembrou que a alteração teve influência direta na vitória. “No terceiro gol, o Cortez só apareceu de ponta esquerda na área porque tinha a proteção do Edson pela esquerda.”

Diante de tantos elogios, sobrou crítica só à atuação do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, por conta da expulsão de Rodrigo Caio, no começo do segundo tempo. “Quem fez falta primeiro foi o Neymar nele. O toque que ele deu foi menor do que o Lucas deu no Neymar, que nem falta foi e também foi sem querer.”