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Após terceira proposta são-paulina, Ney Franco chega como estrela

Por Da Redação - 9 jul 2012, 18h28

Ney Franco, um mineiro nascido em Vargem Alegre, cidade com menos de dez mil habitantes, recebeu um tratamento até estranho para sua característica de pura serenidade. Até com entrada no gramado principal do CT da Barra Funda ensaiada, o novo técnico do São Paulo foi apresentado como um grande astro após aceitar o terceiro convite que recebeu do clube.

Os fotógrafos e cinegrafistas foram informados do trajeto do comandante até a sala de entrevistas e orientados a se posicionarem nos locais combinados dentro do centro de treinamento. Quando tudo estava pronto, Ney Franco apareceu ao lado de uma comitiva de dirigentes que só tinha o presidente Juvenal Juvêncio como ausência.

Ao lado do recém-contratado, que já vestia o agasalho vermelho do Tricolor, o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes e o diretor de futebol Adalberto Baptista pareciam disputar quem gesticulava e chamava mais atenção. Ao parar para fotos, Adalberto Baptista chegou a elevar os dois dedões, com ‘joinha’ típico da apresentação de jogadores.

No caminho até a sala de entrevistas, estava o coordenador técnico e treinador interino até este domingo, Milton Cruz, vestindo um terno. ‘Sou treinador europeu, rapaz!’, brincou. Ao lado da mesa na qual Ney Franco se pronunciaria, já estavam outros dirigentes, entre eles o vice-presidente de comunicações e marketing, Julio Casares. O técnico acompanhou tudo com seu ar de tranquilidade, raramente rindo.

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Antes da primeira entrevista do treinador, Jesus Lopes pediu a palavra logo enaltecendo que ter tanto profissionais de imprensa ‘dignificou’ a apresentação. ‘Temos muita satisfação em apresentar o Ney como nosso novo profissional e diretor técnico. Ele é uma cobiça antiga nossa. Tentamos em outras oportunidades e, infelizmente, não conseguimos em função da Seleção, mas ele sempre esteve na nossa alça de mira. O Adalberto batalhou bastante para trazê-lo e, felizmente, conseguimos’, comemorou.

‘A mais importante circunstância é pelo cidadão que o Ney é. Todas as nossas conversas foram positivas, todos que trabalharam com ele valorizam sua performance técnica e, também, o cidadão. E ele tem êxitos e uma trajetória vitoriosa. Até em clube de menor expressão, teve grandes resultados e foi coroado com um sucesso de grande expressão na Seleção Brasileira que foi campeã com um belo futebol’, continuou o dirigente.

Quando pôde falar, Ney Franco admitiu surpresa com tanta atenção. ‘Sou mineiro e estava morando no Rio de Janeiro. Não sabia que tinha tanto amigos são-paulinos. Muitos me ligavam dizendo que seria muito legal me ver trabalhando aqui’, disse o técnico, que completará 46 anos em 22 de julho.

Tanto glamour era inesperado por um técnico que começou a trabalhar com times profissionais há oito anos e comandava as categorias de base da Seleção Brasileira desde 2010. ‘Fui feliz de pegar o São Paulo bem na tabela, com jogadores de qualidade, respaldo da diretoria e uma semana cheia de trabalho. Eu não poderia deixar de trabalhar nesta instituição’, apontou.

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