Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Após invasão de CT, São Paulo fica no 0 a 0 com o Coritiba

Um dia depois da invasão do Centro de Treinamento por torcedores, time terminou a partida sem nenhum gol e foi vaiado ao final

Não foi desta vez que o São Paulo acabou com angústia de seu torcedor e saiu de campo com uma vitória no Morumbi. Desta vez, o empate por 0 a 0 com o Coritiba, que briga apenas para fugir do rebaixamento, expôs, além de deficiências técnicas da equipe, o abatimento de um elenco que sofreu até agressões na véspera da 22ª rodada, em protesto de torcedores organizados.

A igualdade deixa a equipe de Ricardo Gomes estacionada na 11ª posição, agora com 28 pontos, cada vez mais perto da zona de rebaixamento. O Coxa Branca, que praticamente só se defendeu no confronto, apesar de ter desperdiçado uma chance que parou nos pés de Denis, também não tem muito o que comemorar. Os paranaenses ficam com 26 pontos, na 15ª colocação.

LEIA TAMBÉM:
Fúria no futebol: torcedores invadem treino do São Paulo

A próxima rodada está marcada para o dia 7 de setembro, uma quarta-feira, para os dois clubes. O São Paulo terá o clássico contra o Palmeiras, no Palestra Itália, às 21h45. No mesmo dia e horário, o Coritiba receberá o Grêmio no estádio Couto Pereira.

O jogo

Primeiro, Cueva finalizou de longe e viu a bola raspar a trave de Wilson, o que até inflamou parte dos fãs, mas, logo o jogo se amornou. O clima só ficou quente de novo quando Michel Bastos e Andres Chavez inciaram uma discussão em campo que precisou da intervenção do meia peruano. Na sequência, o argentino acabou desperdiçando uma grande chance, ao completar cruzamento de Mena para fora. O auxiliar assinalou impedimento, mas não amenizou a revolta do próprio jogador, que voltaria a falhar na jogada posterior, desta vez sem interferência da arbitragem.

Na etapa final, a maior mudança foi mesmo apenas troca de lado das duas equipes. O Coritiba seguia apenas esforçado na marcação e em busca de um milagroso contra-ataque, que parecia inexistir. Já o São Paulo continuava na sua luta pelo gol que talvez lhe desse mais tranquilidade – e que não veio. Como nas últimas quatro partidas em casa, o time teve que ouvir as vaias após o apito final.

(Com Gazeta Press)