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Após escândalo, Blatter pede que Havelange deixe a Fifa

Por Da Redação - 15 jul 2012, 14h59

A revelação de que esteve envolvido em um escândalo de recebimento de propina parece ter diminuído o prestígio de João Havelange. Em entrevista a um jornal suíço publicada neste domingo, o atual presidente da Fifa, Joseph Blatter, pede a saída do brasileiro do cargo de presidente de honra da entidade.

“Ele tem que ir. Ele não pode permanecer como presidente de honra depois destes incidentes. Vou pedir que este ponto seja tratado no próximo congresso da Fifa”, declarou Blatter ao SonntagsBlick. Apesar do desejo do suíço, a decisão de tirar o ex-mandatário do cargo não cabe a ele. “Havelange é e foi um grande dirigente. Ele é multimilionário. Para mim, era inconcebível que ele recebesse propina. Ele não precisava”, continuou o suíço.

A Fifa divulgou na última quarta-feira um documento para confirmar que os brasileiros João Havelange, ex-presidente da entidade, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, receberam suborno da empresa de marketing ISL, que faliu em 2001. Segundo o processo, Teixeira recebeu 13 milhões de dólares (em valores atualizados) entre 1992 e 1997, enquanto Havelange ganhou 1 milhão de dólares (também em valores atualizados) em 1997, em troca de vantagens no processo de venda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo.

Sofrendo com constantes acusações de corrupção, Ricardo Teixeira renunciou da presidência da CBF, cargo que ocupou entre 1989 e 2012, alegando problemas de saúde. Havelange adotou a mesma medida para deixar o cargo que detinha no Comitê Olímpico Internacional (COI). Na Fifa, entidade que presidiu entre 1974 e 1998, o dirigente de 96 anos mantém o cargo honorário.

Blatter assumiu a presidência da Fifa substituindo Havelange, para quem trabalhava como diretor. Apesar de já estar envolvido com a entidade no período em que os pagamentos de propina ocorreram, o suíço garantiu que não tinha conhecimento do escândalo. “Eu só fiquei sabendo disso (dos pagamentos), depois do colapso da agência ISL, em 2001”, afirmou. “Foi a própria Fifa que abriu o inquérito criminal na época e desde então tem acompanhado o desenrolar do caso ISL”, completou.

(Com Agência Estado e GazetaPress)

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