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Após eliminação, Vasco recebe apoio da torcida no Rio

Por Leonardo Maia

Rio – Os jogadores do Vasco sempre destacaram que as vitórias ajudavam a superar o desgaste depois de cada etapa vencida. Nesta quinta-feira, no desembarque do time após a eliminação na Copa Sul-Americana, o cansaço era mais visível. Mas durou pouco. Abraçados por cerca de 200 torcedores no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, os vascaínos se sentiram imediatamente revitalizados para o clássico de domingo contra o Flamengo, que pode valer o título nacional.

A tristeza pela queda contra a Universidad de Chile, se havia, ficou na alfândega. A promessa dos jogadores para os torcedores que o apoiaram, mesmo após a eliminação, é repetir o que tem sido feito desde o início do campeonato. Empenho máximo até o apito final. “Esse carinho é fantástico. Isso só aumenta a motivação para o jogo de domingo. Vamos com tudo”, dizia Alecsandro entre um puxão pelo pescoço e um pedido de foto.

O técnico interino Cristóvão Borges mantinha o ar sereno e a tranquilidade, marca registrada dele. Garantiu que não há abalo pela derrota no Chile e se mostrou satisfeito com a confiança e o agradecimento do torcedor. “É isso que nos move. Não esperávamos por essa recepção [depois de uma eliminação]. Mas isso só demonstra que o torcedor tem visto a entrega do time”, comentou.

Cristóvão Borges mostra-se otimista quanto ao título, ainda que o Vasco não dependa de suas forças. Ele crê que os resultados necessários – vitória sobre o Flamengo e derrota do Corinthians para o Palmeiras – têm boa chance de acontecer. “Vão ser dois clássicos muito difíceis, tudo pode acontecer. É perfeitamente possível uma vitória nossa e uma do Palmeiras”.

Além da eliminação, o técnico pode ter trazido na bagagem mais dois problemas para o clássico. O volante/lateral Jumar e o volante Nilton deixaram o campo com problemas físicos e vão ser avaliados nesta sexta. Os desfalques certos são Juninho Pernambucano e Allan, suspensos.

Mas agora não é momento para lamentações, como frisa o técnico cruzmaltino. Nem para reclamar de cansaço e da maratona de jogos. Só faltam 90 minutos para o ano de 2011 entrar para a história do futebol brasileiro como o ano do Vasco.