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Após duelos recentes, Brasil pegará México desconhecido

Seleções se encontraram quatro vezes em três anos, mas Felipão não enxerga vantagem alguma nisso – afinal, os treinadores mudaram, e os times também

O México tem sido um dos rivais mais frequentes da seleção brasileira: desde o fim de 2011, foram quatro partidas, incluindo a decisão da medalha de ouro na Olimpíada de Londres. Antes do quinto jogo da série, contudo, o treinador Luiz Felipe Scolari não enxerga nenhuma vantagem no fato de sua equipe reencontrar os mexicanos – afinal, lembra ele, as duas seleções mudaram bastante no período, inclusive no comando técnico. Desses quatro jogos, Felipão só participou de um, há pouco menos de um ano, em 19 de junho de 2013, no Castelão, em Fortaleza, na Copa das Confederações. Na terça, ele reencontra o mesmo adversário, no mesmo estádio, também na segunda partida da fase de grupos de um torneio da Fifa. Neste duelo de Copa do Mundo, entretanto, Felipão acredita que as seleções começam do zero, mesmo com confrontos tão frequentes nos últimos anos.

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México deverá fazer jogo ‘muito físico’ contra os brasileiros

Nas três primeiras partidas dessa série, em 2011 e 2012, o Brasil era treinado por Mano Menezes, que perdeu duas vezes dos mexicanos (uma na final da Olimpíada e outro num amistoso disputado em Dallas) e ganhou em apenas uma ocasião, em território mexicano – e com a participação de nove atletas que estão no grupo de Scolari. No encontro do ano passado, Felipão já estava no comando, mas o México era treinado por José Manuel de la Torre. Seu sucessor, Miguel Herrera, assumiu só no finzinho das Eliminatórias para a Copa e mexeu muito na equipe – tanto na escalação como na maneira de jogar. “A seleção mexicana é outra agora. A equipe que veio jogar aqui na Copa das Confederações era bastante diferente”, lembrou Felipão. O técnico brasileiro disse que Herrera melhorou a seleção mexicana e que sua comissão técnica estudou detalhadamente os últimos jogos do adversário. “Isso é o que mais nos ajuda, não os últimos jogos contra nós.”